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Por que Trump suspendeu várias sanções contra a Rússia em meio a tensões com Ucrânia

Por Redação
Atualizado em 17/10/2026 às 19:55 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou diversas sanções contra a Rússia dois dias antes de as medidas entrarem em vigor. A decisão foi tomada em meio ao agravamento do impasse com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. As sanções haviam sido aprovadas pelo Congresso americano e transformadas em lei por Trump em setembro.

Na noite de sexta-feira (16/10), o presidente americano emitiu uma ordem executiva afirmando que a suspensão de parte dessas medidas atendia ao "interesse nacional" dos EUA. A decisão provocou reações contrárias de legisladores americanos. Zelensky lamentou que os Estados Unidos tenham decidido "ignorar completamente" as sanções.

A nova lei tinha como alvo a economia russa e conferia a Trump amplos poderes para impor tarifas de até 100% sobre importações dos cinco maiores compradores de petróleo e gás da Rússia — com destaque para a China e a Índia. O texto também previa sanções contra autoridades russas de alto escalão, incluindo o presidente Vladimir Putin, contra instituições financeiras do país e contra a chamada "frota fantasma" de Moscou, conjunto de embarcações usado para contornar embargos já existentes. Muitas dessas disposições foram agora suspensas.

O representante russo Kirill Dmitriev classificou a suspensão como "um momento importante e verdadeiramente histórico". Em publicação no X, afirmou que as sanções causariam "danos graves", principalmente aos EUA e ao mercado global, e que a cooperação econômica beneficia as duas nações. Já representantes do Partido Democrata, entre eles o congressista pela Virgínia Don Beyer, criticaram a medida e acusaram Trump de capitular diante de Moscou e de virar as costas para Kiev e Zelensky. "A mais recente rendição de Trump a Putin trai, mais uma vez, nossos parceiros ucranianos e desafia a clara intenção do Congresso", escreveu Beyer no X.

Zelensky declarou na manhã de sábado (17/10) que as sanções "poderiam ter ajudado enormemente" e que a lei "deveria ter exercido uma pressão verdadeiramente eficaz sobre a Rússia para pôr fim a esta guerra". Ele citou os ataques russos da noite anterior contra 15 instalações energéticas ucranianas, que provocaram cortes de energia em várias regiões, e afirmou que Moscou tenta causar um apagão no país justamente antes do inverno. Mais tarde, disse a repórteres acreditar que a administração Trump suspenderá mais sanções contra a Rússia e informou que negociadores dos dois países conversaram na sexta-feira, com possibilidade de novas reuniões na próxima semana.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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