Produtividade: uma jornada que integra pessoas, processos e tecnologia
A busca por maior produtividade é um dos principais desafios da indústria brasileira. Em um cenário de custos elevados, competição intensa e rápida evolução tecnológica, produzir melhor deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma condição de permanência no mercado. A avaliação é do empresário industrial Jackson Bisi, vice-coordenador do Conselho Temático de Inovação para a Indústria da Fiep e sponsor da Expo + Indústria 2026, em artigo publicado na Gazeta do Povo.
Segundo o autor, é natural que empresários invistam em máquinas, equipamentos, sistemas e soluções digitais para tornar suas empresas mais eficientes. Esses aportes são fundamentais para ampliar a competitividade, mas, para que entreguem todo o seu potencial, precisam fazer parte de uma estratégia mais ampla de evolução da empresa.
Na avaliação de Bisi, a produtividade é construída pela integração entre pessoas, processos, gestão, tecnologia e equipamentos. Quando essa integração acontece, os investimentos passam a gerar retornos mais rápidos e sustentáveis. Essa visão, afirma, precisa alcançar toda a empresa: a produtividade começa na forma como a empresa planeja, compra, organiza estoques, produz, vende, entrega e acompanha o cliente. Sempre que um processo se conecta melhor ao outro, reduzem-se atrasos, desperdícios, retrabalhos e custos que comprometem a competitividade.
O artigo destaca ainda que empresas mais produtivas estimulam suas equipes a identificar oportunidades de aperfeiçoamento, revisar rotinas, eliminar desperdícios e incorporar melhorias de forma permanente. Um diagnóstico, segundo o autor, permite identificar gargalos, esperas, retrabalhos e falhas de integração entre áreas que limitam o desempenho do negócio. Com essas informações, torna-se possível definir prioridades e direcionar recursos para onde produzirão maior impacto.
À medida que a empresa amadurece a gestão e aprimora processos, os investimentos em automação, sistemas integrados e transformação digital passam a produzir mais resultados. A tecnologia deixa de ser apenas uma aquisição e se torna um acelerador da competitividade, apoiando decisões baseadas em dados e aumentando a eficiência operacional. Para Bisi, a lógica da transformação digital não consiste apenas na incorporação de novas ferramentas, mas na construção de uma empresa mais integrada e preparada para responder às mudanças do mercado. Não existe, conclui, uma solução única para aumentar a produtividade: ela é resultado da evolução contínua das empresas, da qual pessoas, gestão, processos e tecnologia fazem parte de uma mesma estratégia de crescimento.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação