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Quanto capital pode entrar na Bolsa se rali continuar? Morgan vê até R$ 945 bi

Atualizado em 07/10/2026 às 06:20 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Depois da forte disparada da Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições, a principal questão para a continuidade do rali passou a ser de onde virá o dinheiro capaz de sustentar uma nova etapa da valorização. Em relatórios recentes, Morgan Stanley e Itaú BBA estimam o potencial de entrada de recursos na renda variável brasileira a partir da recomposição das carteiras, com números que variam conforme as premissas adotadas por cada casa.

Nas contas do Morgan Stanley, apenas uma retomada da alocação dos fundos locais em ações poderia direcionar R$ 176 bilhões, R$ 615 bilhões ou até R$ 945 bilhões para a Bolsa, dependendo de quanto a participação das ações no patrimônio da indústria volte a crescer. Os fundos de ações representam atualmente 6% do patrimônio total da indústria, segundo a análise, participação que já atingiu 15% em 2007 e 12% em 2009. O banco monta três cenários: com a fatia subindo a 8%, a entrada potencial seria de R$ 176 bilhões; a 12%, de R$ 615 bilhões; e, no retorno a 15%, de R$ 945 bilhões. No cenário extremo, o volume equivaleria a aproximadamente 25% da capitalização do MSCI Brazil e 38% de seu free float.

O Itaú BBA calcula R$ 270,2 bilhões de fluxo adicional caso estrangeiros e investidores locais simplesmente retornem às suas médias históricas de exposição à Bolsa. Desse total, R$ 123,1 bilhões viriam dos estrangeiros, caso o peso brasileiro no MSCI Emerging Markets subisse dos atuais 4,03% para a média histórica de 5,58%. Outros R$ 147,1 bilhões viriam dos investidores domésticos caso os fundos de ações passassem dos atuais 7,6% do patrimônio da indústria para a média histórica de 8,9%. No cenário extremo, com a participação local retornando à máxima histórica de 13,1%, o BBA estima R$ 622,4 bilhões de fluxo doméstico potencial, migração que dependeria de taxas nominais inferiores a 12%.

As duas análises partem de metodologias diferentes e, portanto, seus números não são diretamente comparáveis. Ambas concluem que, depois de um primeiro movimento puxado pela reprecificação dos ativos, a próxima perna do rali pode ganhar combustível da recomposição das carteiras, principalmente se a queda dos juros reduzir a atratividade relativa da renda fixa. Para o Morgan Stanley, o processo faz parte do que chama de "Great Rebalancing", uma transferência de capital da dívida para ações ao longo de vários anos, cuja condição central é a consolidação fiscal.

O Morgan Stanley afirma ainda que o Brasil está simultaneamente muito comprado pelos gestores de emergentes e pouco comprado pelos investidores locais. Entre os gestores de mercados emergentes globais, a posição brasileira está na parte superior da faixa observada nos últimos 20 anos, o que torna o potencial de recomposição doméstica particularmente relevante. Em relação à distribuição setorial, o banco destaca que utilities representam 15% do Ibovespa, contra 11% do MSCI Brazil, enquanto bancos e financeiras chegam a quase 40% do índice internacional e 27% do Ibovespa.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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