Rede "Padres Contra o Genocídio" escreve a Navy Pillay
A ala africana da rede internacional "Padres Contra o Genocídio" enviou uma carta à juíza Navy Pillay, em 14 de outubro de 2026, com "as mais calorosas felicitações" pela atribuição do Prêmio Nobel da Paz de 2026. A informação é do portal Vatican News.
Na mensagem, os sacerdotes afirmam que a notícia foi recebida "como um momento de graça". Segundo a carta, muitos deles convivem, em paróquias e comunidades, com pessoas que perderam tudo por causa da violência, de guerras e de genocídios, e se perguntam se o restante do mundo está ouvindo. A rede reúne mais de 2.700 sacerdotes de 68 países.
Os signatários afirmam que a trajetória de Pillay tem sido uma resposta a essa pergunta, por ter optado repetidamente por ouvir e se posicionar ao lado daqueles que os poderosos prefeririam esquecer, dando nome ao que outros prefeririam deixar sem menção — no Ruanda, em Gaza ou em qualquer outro lugar. A carta recorda a atuação de Pillay como jovem advogada na África do Sul durante o Apartheid, defendendo presos em uma época em que a própria lei era instrumento de opressão, e sua recusa em desviar o olhar da tortura praticada nas celas.
Os padres também mencionam o trabalho da juíza no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, onde ajudou a garantir que os responsáveis pelo genocídio de 1994 fossem responsabilizados e contribuiu para estabelecer, pela primeira vez, que o estupro pode constituir ato de genocídio. Referem-se ainda à comissão que Pillay liderou e que, sob grande pressão, concluiu que estava sendo cometido um genocídio contra o povo palestino em Gaza.
Para os religiosos, é "uma alegria especial" ver uma africana ser homenageada dessa forma, e dizem-se esperançosos de que o exemplo de Pillay inspire as gerações futuras a dizer a verdade perante o poder e a recusar o silêncio diante da injustiça. A carta é encerrada com uma citação do profeta Amós: "A justiça corra como água, e o que é reto, como um rio que nunca seca". Assinam o documento sacerdotes da África do Sul, Nigéria, Zimbábue, Togo, Quênia, Camarões, Senegal e República Democrática do Congo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação