Reflexão para o XXIX Domingo do Tempo Comum
O comentário ao Evangelho do XXIX Domingo do Tempo Comum parte da figura de Ciro, rei persa que, sem pertencer ao povo judeu, recebe de Deus a missão de libertar os judeus e permitir o retorno ao Templo. Segundo a reflexão, isso significou dar a Deus o que é de Deus — ou seja, o próprio povo —, mostrando que Deus é o Senhor da História e pode tocar o coração de quem não o conhece para cumprir a missão confiada por Ele.
No Evangelho, os judeus preparam uma armadilha para Jesus ao perguntarem sobre o tributo. Ele responde pedindo que lhe mostrem a moeda e pergunta de quem é a efígie. Ao ouvirem que é de César, o próprio gesto de trazer o objeto com o retrato do imperador revela a contradição diante do preceito de não fazer imagens. Jesus não proíbe o pagamento de impostos: manda restituir a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, rejeitando todo poder que gera escravização e dominação.
O texto destaca que o ser humano foi feito para ser livre e servir apenas ao Senhor, e que dominação e morte não são cristãs. Dar a César significa devolver ao poder temporal o que ele necessita para exercer dignamente seu papel, denunciando-o quando absolutiza o poder. Dar a Deus significa restituir ao Criador e Redentor todo o seu senhorio sobre os corações e sobre toda a vida humana.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação