Sabatina na Globo: Flávio propõe guerra às facções, fim da reeleição e destaca recordes negativos de Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, participou nesta sexta-feira (16) de sabatina na TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete. Na entrevista, defendeu o fim da reeleição para cargos do Executivo, prometeu reduzir ministérios e disse que manteria o fim da escala 6x1.
Logo no início, foi questionado se, caso eleito, preservaria a política de valorização do salário mínimo, a vinculação das aposentadorias ao piso nacional e os gastos mínimos obrigatórios com saúde e educação. Respondeu afirmativamente às três perguntas. Sobre as críticas de que suas propostas econômicas poderiam comprometer aposentadorias, direitos dos servidores e empresas estatais, afirmou que a campanha petista distorce seu programa de governo. "Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos, em cima de estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, que eu acabaria com os servidores públicos, que eu privatizaria Banco do Brasil, Caixa, Petrobras", declarou. Em seguida, resumiu sua avaliação sobre as contas públicas: "o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula".
O candidato defendeu cortes de despesas administrativas e redução da estrutura federal. "Hoje, o atual governo tem 39 ministérios. Vamos cortar pelo menos dez", afirmou. Também prometeu reduzir cargos comissionados e rever normas administrativas, segundo ele para diminuir os custos do Estado e facilitar a atividade empresarial.
Flávio reafirmou que pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição de presidentes, governadores e prefeitos, e disse que não disputará um segundo mandato caso vença. "Eu só preciso de um mandato", declarou, acrescentando ter "desapego ao poder". A proposta alcançaria também familiares de chefes do Executivo eleitos, mas a mudança dependeria de aprovação do Congresso Nacional — hoje a Constituição permite uma reeleição consecutiva para esses cargos.
Na sabatina, o senador descartou nomear o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, como ministro das Relações Exteriores em eventual governo. "Não, ele não vai ser chanceler", afirmou, elogiando a atuação internacional do irmão, a quem chamou de "perseguido político". Sobre o pai, Jair Bolsonaro (PL), disse que ele nunca conversou sobre ocupar um cargo: "Nunca sugeriu que queria trabalhar no governo. Não está no radar". O candidato afirmou ainda que poderá consultar o ex-presidente durante um eventual mandato. Questionado sobre a mudança de posição em relação à escala 6x1, disse que votou "conforme o que ouvi nas ruas".
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