Startups: Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes
O CEO Rodrigo Soares vai apresentar nesta quarta-feira (21), na convenção de revendas da Colibri, os resultados de pouco mais de um ano à frente da operação e os planos de expansão do ecossistema de soluções voltado a restaurantes. Em conversa com o Startups, ele afirmou que a empresa está preparada para crescer com o time reestruturado.
Entre as frentes de avanço estão pagamentos, com a Colibri Pay, além de gestão de filas e hospitalidade e relacionamento com clientes. As duas últimas resultam de aquisições recentes: a Qnow e a Cannoli, respectivamente. O objetivo é atender o salão dos restaurantes, ambiente que, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), ainda concentra de 75% a 80% das vendas do setor.
A Cannoli, fundada por Samuel Carvalho, passa a integrar o Colibri Growth, frente dedicada a soluções de crescimento, com CRM, segmentação de consumidores, automação de campanhas, programas de fidelidade e cashback. A plataforma seguirá aberta, mantendo clientes e integrações com outras empresas. Já a Qnow cobre filas, reservas e estacionamento — diferencial apontado por Soares, que descreve a integração entre reserva, placa do veículo, leitura de QR Code na mesa e fechamento da conta.
O Colibri Pay amarra as demais soluções e traz, segundo o executivo, uma função inédita no país: o parcelamento de uma refeição consumida no salão. Na operação, a Colibri paga o restaurante à vista e parcela o valor para o cliente. A estrutura usa a subadquirência da XPago, mantida por Soares desde 2018, com desenvolvimento feito em parceria com o Itaú. Outro diferencial é um portal único de conciliação financeira, independentemente da adquirente usada pelo estabelecimento.
Sobre a movimentação do iFood para o ambiente físico, Soares avalia que a migração impulsiona o mercado ao criar consciência entre os donos de restaurantes sobre a necessidade de tecnologia. Ele aponta como diferencial da Colibri o relacionamento com os garçons, que buscam fidelidade e recorrência. Após a incorporação da Colibri — marca que estava sob controle da americana NCR desde 2012 e foi assumida pela RS Solutions, dona do POS Fácil, em negócio avaliado em R$ 100 milhões —, a empresa reorganizou suporte e a rede de mais de 600 revendas, retomou feiras do setor e o relacionamento com a Abrasel. O volume transacionado passou de cerca de R$ 28 bilhões para R$ 34 bilhões, e a meta é fechar 2027 com receita de R$ 100 milhões, o dobro de 2025. Novas aquisições estão no radar, disse ele, citando caixa e apetite para adquirir.
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