STF exacerba politização abrindo balcão de negócios com futuros congressistas
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a buscar interlocutores entre os futuros congressistas da direita para negociar a própria permanência nos cargos. Segundo o texto-fonte, a movimentação ocorre após o primeiro turno das eleições, quando candidatos que fizeram do enfrentamento à Corte uma de suas principais bandeiras conquistaram dezenas de cadeiras no Senado.
A nova composição da Casa é tratada como ameaça à proteção política que, segundo a reportagem, permitiu aos ministros atravessar sucessivos pedidos de impeachment sem que os processos avançassem. Por intermédio do presidente do STF, Edson Fachin, a ala identificada como "golpismo togado" passou a procurar adversários políticos construídos ao longo dos últimos anos.
Conforme o material, dois ministros consideram necessário procurar integrantes mais moderados do PL, partido com mais cadeiras no Senado, para evitar o avanço dos processos. O risco de afastamentos já no primeiro semestre de 2027 é descrito como concreto dentro do tribunal. A eleição do próximo presidente do Senado, prevista para fevereiro, passou a ser acompanhada com preocupação no STF por ser decisiva para a tramitação dos pedidos; Rogério Marinho (PL-RN) é apontado como favorito ao cargo.
O texto-fonte relata que Marinho confirmou em coletiva já ter conversado com seis ministros do tribunal e que, no começo de setembro, reuniu-se com Gilmar Mendes. Fachin também procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e recebeu a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). Quase 50 senadores da próxima legislatura já sinalizaram apoio ao impeachment de ministros, e uma liminar de Gilmar Mendes de dezembro de 2025 elevou a exigência de votos de 41 para 54, decisão que ainda pode ser derrubada.
Paralelamente, decisões favoráveis a figuras da direita ganharam destaque após o primeiro turno, alimentando especulações sobre possível recuo. Entre elas, a progressão de Débora do Batom para o regime semiaberto, autorizada por Alexandre de Moraes, e o arquivamento de investigações envolvendo o senador Marcos do Val e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar. Publicamente, segundo o texto, a cúpula do PL rejeita a ideia de acordo e mantém a intenção de promover ao menos o impeachment de Moraes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação