Taxas longas têm baixas firmes sob influência de eleição e Treasuries
As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em baixa, com recuo mais acentuado nos contratos de longo prazo. O movimento refletiu tanto o chamado “trade eleitoral” quanto o comportamento dos Treasuries, que mais cedo exibiam altas firmes e passaram a operar em queda ao longo do dia.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,54%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,593% da sessão anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 marcava 12,6%, recuo de 18 pontos-base ante 12,779%. A mínima do dia foi de 12,530%, queda de 25 pontos-base, registrada às 14h15, quando o Ibovespa também se aproximava da máxima.
Desde domingo, com o resultado do primeiro turno, o DI para janeiro de 2035 acumulou queda de 153 pontos-base, em meio à avaliação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o favorito na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa PoderData/Aya divulgada mais cedo apontou Flávio com 53% dos votos válidos na simulação de segundo turno, contra 47% de Lula, com margem de erro de 1,8 ponto percentual. Investidores aguardavam ainda a divulgação de nova pesquisa do Datafolha.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de maior controle das contas públicas, ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste. O equilíbrio fiscal, no limite, abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na redução de prêmios na parte longa da curva.
O jornal Folha de S. Paulo publicou que a equipe de Flávio estuda alterar os reajustes da aposentadoria e a correção dos gastos obrigatórios com saúde e educação. Em Brasília, Flávio disse que reajustará os valores da aposentadoria acima da inflação e negou ter planos de mudar a forma atual de correção dos benefícios da Previdência e do BPC. À CNN, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Flávio vende uma “ilusão” ao mercado e não leva em conta impactos sobre a atividade econômica e o emprego. No exterior, às 16h38, o rendimento do Treasury de dez anos caía 5 pontos-base, a 5,229%.
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Por Redação