Terço internacional em Roma reúne fiéis de 5 continentes às vésperas do centenário do Domingo Mundial das Missões
Um terço internacional realizado nos terrenos da Universidade Pontifícia Urbaniana, em Roma, reuniu clérigos, religiosos e fiéis leigos para marcar o centésimo aniversário do Domingo Mundial das Missões. A celebração ocorreu em 17 de outubro, véspera do Domingo Mundial das Missões deste ano, comemorado em 18 de outubro, e foi liderada pelo cardeal Luis Antonio Tagle, decano do Colégio Cardinalício e grão-chanceler da universidade.
A oração foi recitada em 13 idiomas ao longo de cinco mistérios, cada um representando um continente: África, Ásia, Américas, Europa e Oceania. A ocasião também lembrou os 75 anos da criação do terço pelo beato Fulton J. Sheen, que foi diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias nos Estados Unidos entre 1950 e 1966.
Participantes destacaram formas de apoiar os missionários da Igreja que vão além das contribuições financeiras. O arcebispo Fortunatus Nwachukwu, secretário do Dicastério para a Evangelização, defendeu que o foco esteja na Palavra de Deus. "Sempre fico um pouco cauteloso em monetizar a missão", afirmou. "Não quero começar com dinheiro; quero começar com a Palavra, porque a missão é toda sobre levar a Palavra do Senhor até os confins da terra." Ele acrescentou, porém, que o apoio também envolve fornecer "os meios para levar o Evangelho a vários lugares" e pediu generosidade com os missionários.
Monsenhor Thomas George Schluep, também do Dicastério para a Evangelização, citou a mensagem do Papa Leão XIV para o Domingo Mundial das Missões como lembrete de que a unidade em Cristo precede o apoio material. "O Papa Leão, em sua mensagem para este centésimo aniversário, nos lembra que primeiro devemos ser um em Cristo", disse. Segundo ele, o batismo chama os fiéis a serem missionários e a compartilhar esse amor com famílias, amigos e colegas de trabalho.
Schluep recordou ainda o padre Gerard Hammond, missionário americano de Maryknoll que atuou por décadas na Coreia do Norte e do Sul. Ele contou ter conhecido o sacerdote na Coreia, onde servia desde 1960, e destacou que, no Norte, Hammond não podia falar de Cristo, mas seu "apostolado de presença" e o cuidado com pessoas com tuberculose eram, em si, evangelização. Schluep também mencionou a contribuição histórica dos americanos para as missões e disse esperar que o exemplo do Papa Leão XIV incentive um renovado apoio ao trabalho missionário.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação