Van Hattem diz a Gilmar que pedirá seu impeachment no Senado em 2027
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou nesta terça-feira (6) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que iniciará seu mandato no Senado com um pedido de impeachment do decano. A declaração foi feita em resposta a uma publicação de Gilmar na rede social X sobre o primeiro turno das eleições.
“E no dia primeiro de fevereiro de 2027 começamos os trabalhos pelo seu impeachment e pelo de alguns de seus colegas. Democracia e instituições voltarão a funcionar plenamente”, escreveu Van Hattem. O parlamentar também gravou um vídeo divulgado nas redes sociais no qual comentou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do próprio Gilmar, todas divulgadas na mesma terça-feira.
“Se eles estão achando que, de repente, o brasileiro vai ver que eles ficaram bonzinhos, eles estão muito enganados. Aqui não tem espaço para acordão, não tem espaço para anistia”, reiterou Van Hattem. Na publicação que motivou a resposta, Gilmar criticou políticos que questionaram a segurança das urnas eletrônicas em eleições passadas, mas não contestaram disputas acirradas no pleito deste ano. O ministro citou como exemplo a vitória em primeiro turno do senador Sergio Moro (PL) para o governo do Paraná por uma margem de 0,10 ponto percentual acima do necessário.
Segundo o texto, a pressão pelo afastamento de ministros do STF ganhou força com o aumento da bancada de direita no Senado após o pleito. Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abrir um processo de impeachment. Para condenar um ministro, são necessários os votos favoráveis de pelo menos 54 dos 81 senadores, o equivalente a dois terços da Casa.
No vídeo, Van Hattem mencionou ainda o arquivamento de uma investigação contra os jornalistas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos por falta de provas, decidido por Moraes, e o arquivamento de um pedido de investigação contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL), por suposto estupro, decidido por Gilmar. Já Gonet se manifestou a favor do pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber uma visita de Flávio, que está proibido de ver o pai desde julho.
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Por Redação