'VisionQuest': Atraído por algo 'estranho e maravilhoso', James Spader volta a vilão de 'Vingadores'
Mais do que o retorno do super-herói sintético da Marvel, "VisionQuest" marca a volta de um dos maiores vilões do Universo Cinematográfico da editora — e de um dos melhores intérpretes. Vencedor de três prêmios Emmy, o principal da televisão americana, James Spader reaparece como o robô maligno Ultron mais de dez anos depois de "Vingadores: Era de Ultron" (2015). Dois dos oito episódios estão disponíveis desde terça-feira (13) no Disney+, que adiantou o lançamento em um dia.
Espécie de conclusão de trilogia que teve como precursoras "WandaVision" (2021) e "Agatha all along" (2024), a série foca na história do personagem interpretado por Paul Bettany — ou pelo menos em uma versão dele. Reconstruído ao final da série de cinco anos atrás, sem memórias ou as ligações que faziam dele um herói, o novo Visão busca a ajuda de outras inteligências artificiais para recuperar a ligação com a própria humanidade esquecida.
Entre essas entidades está a responsável por sua criação. Robô maligno que quase destruiu o planeta, Ultron habita o sótão de uma casa construída na mente do protagonista, onde é forçado a usar como avatar uma aparência de carne e osso muito parecida com Spader. "A primeira pergunta que me fiz foi: onde está esse Visão agora? Com quem ele está conversando? Ele está passando por uma crise de identidade. E, imediatamente — por qualquer motivo que seja, talvez apenas por eu ser um grande fã daquela cena final de 'Vingadores: Era de Ultron' entre o Visão e o Ultron —, fui direto para o Ultron", diz Terry Matalas, em entrevista ao g1.
Conhecido pelo trabalho em "Star Trek: Picard", Matalas herdou o cargo de criador e roteirista de Jac Schaeffer, que teve de focar no desenvolvimento de "Agatha". O foco no vilão dependia da participação de Spader, e o produtor não tinha plano B caso o intérprete original do robô recusasse voltar ao papel. Sem atuar desde 2023, com o fim da décima e última temporada de "Blacklist", o ator de 66 anos não tinha pressa para retomar a carreira.
"Eu estava exausto. Tinha feito dez anos de um projeto no qual se trabalhava sete dias por semana; era uma experiência totalmente imersiva e uma quantidade enorme de trabalho. Eu não sabia quando conseguiria me levantar da cama e voltar a trabalhar por um tempo", afirma Spader. "E o que procuro é sempre algo surpreendente, único, algo que realmente prenda minha atenção e pareça estranho e maravilhoso." Segundo ele, a colaboração com Matalas tornou as gravações mais prazerosas do que em "Era de Ultron", e os dois já falam sobre trabalhar juntos novamente — embora, por enquanto, não se fale em uma segunda temporada.
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Por Redação