Viúvo de Brigitte Bardot pediu para ficar fora do testamento e agora se arrepende
Bernard d'Ormale, viúvo de Brigitte Bardot, afirma ter ficado fora do testamento da atriz francesa e diz que precisou deixar La Madrague, propriedade em Saint-Tropez onde viveu com ela por mais de 30 anos. Segundo ele, a decisão de não constar no testamento foi tomada por vontade própria, por receio de que sua participação alimentasse suspeitas de interesse financeiro. Agora, afirma lamentar a escolha.
Aos 85 anos, d'Ormale diz morar atualmente em um apartamento de 29 metros quadrados destinado a idosos. As informações foram publicadas pelo jornal britânico Daily Mail neste sábado (10). De acordo com o viúvo, a herança foi deixada ao filho da atriz, Nicolas-Jacques Charrier, e à Fondation Brigitte Bardot, organização criada por ela para a defesa dos animais.
A saída de La Madrague não encerrou sua ligação com a propriedade. D'Ormale afirma que continua atravessando a baía para alimentar os gatos que vivem no local, alegando que não há outra pessoa responsável pela tarefa. Em declarações reproduzidas pelo Daily Mail, ele descreveu a mudança de residência como uma "experiência difícil".
Outro ponto de conflito é o leilão de aproximadamente 300 objetos pessoais de Bardot, entre fotografias, pinturas e roupas. D'Ormale afirma não ter autorizado a venda e acusa a fundação de prejudicar a memória da atriz. Ele diz que pretende recorrer à Justiça e critica a condução da entidade, da qual foi afastado da presidência após a morte da mulher.
A fundação, por sua vez, sustenta que a saída do viúvo da propriedade é uma obrigação legal. Segundo um porta-voz, Bardot doou La Madrague à instituição em 1992, ainda em vida, e o imóvel não foi deixado ao companheiro. A entidade afirma ainda que D'Ormale teve seis meses para desocupar a casa e recebeu ajuda para encontrar um apartamento em Saint-Tropez. O representante da fundação declarou ao Daily Mail que a permanência do viúvo no imóvel poderia expor a organização a riscos jurídicos. A instituição também contestou a condição de marido reivindicada por D'Ormale, afirmando que ele era companheiro da atriz e morava com ela, mas não era reconhecido pela entidade como cônjuge com direito à propriedade.
O viúvo atribui sua exclusão da herança, entre outros fatores, à falta de formalização do casamento na França. Segundo ele, a cerimônia ocorreu no exterior e não houve registro civil francês. D'Ormale afirma que, na época, preferiu não aparecer no testamento para evitar acusações de que pretendia se beneficiar financeiramente da atriz. Hoje, diz acreditar que deveria ter assumido um papel mais ativo na organização da sucessão.
Brigitte Bardot morreu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, em Saint-Tropez. Ícone do cinema francês, ela abandonou a carreira artística em 1973 e passou a se dedicar à proteção animal. Em 1986, fundou a organização que leva seu nome, responsável por parte do patrimônio e do legado que hoje estão no centro da disputa.
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Por Redação