Wall Street tem ganhos semanais, com balanços e inflação prestes a serem divulgados
Os três principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em alta nesta sexta-feira e acumularam ganhos na semana, com os investidores voltando a atenção para os próximos dias, quando começa a temporada de resultados do terceiro trimestre e são divulgados dados de inflação que podem influenciar a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,83%, para 51.654,95 pontos; o S&P 500 avançou 0,59%, para 7.811,51 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,64%, para 27.366,17 pontos. O Russell 2000, índice de empresas de pequena capitalização, encerrou abaixo do valor registrado na sexta-feira anterior. Entre os 11 principais setores do S&P 500, o de serviços de comunicação foi o único a cair em termos percentuais.
Segundo Ross Mayfield, analista de estratégia de investimentos da Baird em Louisville, Kentucky, o mercado tem oscilado diante de sinais contraditórios sobre o Oriente Médio. Ele afirmou que, com manchetes conflitantes vindas da Casa Branca e das partes envolvidas na região, não há uma direção clara, o que explica uma recuperação moderada.
Os preços do petróleo recuaram inicialmente após o presidente Donald Trump afirmar que os EUA não lançarão nenhum ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato e que as negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra que abala os mercados foram produtivas. Ao fim do dia, no entanto, o West Texas Intermediate (WTI) e o Brent fecharam ambos com alta de 0,4%. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de prazo longo subiram ligeiramente, mas o rendimento de referência de 10 anos permaneceu abaixo da máxima de 24 anos registrada na quarta-feira.
A temporada de balanços do terceiro trimestre ganha força na próxima semana, com Wells Fargo, Goldman Sachs, Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America e Morgan Stanley programados para divulgar seus resultados. Analistas estimam crescimento anual de 30,6% nos lucros do S&P 500 no período de julho a setembro, com os setores de energia e tecnologia registrando as maiores altas ano a ano, de 123% e 66,5%, respectivamente, segundo dados da LSEG. O ânimo dos consumidores norte-americanos piorou neste mês, de acordo com a Universidade de Michigan, com as expectativas de curto prazo caindo ao nível mais baixo já registrado.
Ações ligadas à inteligência artificial subiram de forma geral, com o ETF Roundhill Magnificent Seven avançando 1%. A SpaceX, de Elon Musk, fechou um acordo para adquirir um portfólio nacional de espectro de banda baixa, o que representa um desafio direto às operadoras de telefonia móvel dos EUA; T-Mobile US, AT&T e Verizon caíram entre 8,8% e 13,3%. A Humana saltou 11,6% após dados do governo mostrarem que 95% dos membros da seguradora de saúde estavam em planos do Medicare Advantage classificados com quatro estrelas ou mais para 2027. A Apple recuou 1,1% após reportagem indicar que a fabricante do iPhone instruiu fornecedores a reduzir a produção de componentes para os recém-lançados iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, diante do aumento dos custos dos chips de memória e dos preços, que pressionam a demanda dos consumidores.
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Por Redação