Wiz (WIZC3) desaba 20% após vender sua participação na Inter Seguros; entenda
As ações da Wiz (WIZC3) recuaram 20,02% nesta terça-feira (20), cotadas a R$ 7,27, após a companhia vender sua participação na Inter Seguros. A operação foi avaliada negativamente pelo JPMorgan, que considera o negócio estratégico para o Inter, mas de baixo valor para a Wiz diante da qualidade do ativo.
Segundo os analistas Yuri Fernandes e Guilherme Grespan, a Inter Seguros vinha expandindo a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 30% desde 2020, o que caracterizava um negócio com potencial de crescimento de longo prazo. O banco também destaca o elevado retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da operação, entre 75% e 90%.
Com os recursos recebidos, a Wiz poderá financiar novas aquisições, mantendo sua trajetória de expansão, ou eventualmente devolver parte do dinheiro aos acionistas. Ainda assim, o JPMorgan considera baixo o valor da transação diante da qualidade do negócio, marcado pelo forte crescimento e pelo alto ROE.
O banco ressalta que a operação original foi desfavorável ao Inter. Em 2019, o banco vendeu a mesma participação de 40% por R$ 114 milhões, com parte do pagamento à vista e o restante parcelado ao longo dos anos. Agora, paga R$ 410 milhões para recomprar o ativo. Apesar do custo mais elevado, o JPMorgan considera positiva a decisão de corrigir o que avalia como um erro estratégico do passado.
De acordo com o banco, a transação foi fechada a um preço equivalente a 7,5 vezes o lucro anualizado mais recente ou a 5,8 vezes o lucro projetado — múltiplos abaixo daqueles pelos quais o próprio Inter é negociado atualmente. Embora a Inter Seguros represente apenas cerca de 8% da rentabilidade do Inter, considerando que passe a ser integralmente controlada pelo banco, o negócio gera um lucro líquido anualizado de aproximadamente R$ 140 milhões no primeiro semestre de 2026, com base na expectativa de lucro de R$ 1,7 bilhão para este ano. O JPMorgan vê a aquisição como mais um pequeno passo do Inter para melhorar sua rentabilidade, impulsionada também pelo avanço do crédito consignado privado e dos empréstimos com garantia imobiliária, combinado à redução da relação entre despesas e receitas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarPor
Redação