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Yayoi Kusama, artista japonesa famosa por bolinhas, morre aos 97 anos

Atualizado em 27/08/2026 às 07:35 schedule 2 min de leitura visibility 15 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A artista vanguardista japonesa Yayoi Kusama, conhecida mundialmente por suas pinturas obsessivas cobertas de bolinhas e por suas representações de abóboras, morreu aos 97 anos. O comunicado publicado em seu site oficial informou que ela faleceu em um hospital em Tóquio, no Japão, em 14 de agosto, mas não divulgou a causa da morte.

No comunicado, a equipe da artista destacou que Kusama construiu uma carreira aclamada internacionalmente como uma artista de vanguarda pioneira, com prática criativa que abrangeu artes visuais, performance, ficção e poesia. O texto também afirma que ela continuou a pintar até seus últimos dias, sem nunca largar o pincel.

Frustrada com o caráter sufocante da sociedade japonesa, Kusama partiu para Nova York aos 27 anos, onde conquistou notoriedade com pinturas inspiradas em alucinações de luzes piscantes, pontos e flores que via desde a infância. Ela também escreveu, participou de manifestações contra a guerra na década de 1960 e, segundo relatos, influenciou artistas como Andy Warhol. Por volta de 1977, poucos anos após retornar ao Japão, ela se internou voluntariamente em um hospital psiquiátrico e viveu no local por décadas, sendo levada todas as manhãs de carro até seu ateliê nas proximidades.

No Brasil, a japonesa ganhou diversas exposições ao longo dos anos. Desde 2023, tem uma galeria permanente no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), com duas instalações: “I’m here, but nothing”, de 2000, e “Afermath of obliteration of eternity”, de 2009. Em 2014, a mostra “Obsessão Infinita” foi sucesso de público no país, tendo passado por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, onde reuniu mais de 500 mil visitantes.

Em 2021, uma icônica escultura de Kusama na ilha de Naoshima, no Japão, foi arremessada ao mar pelo tufão Lupit. A peça, chamada Yellow Pumpkin, tinha 2 metros de altura e pouco mais de 2,5 metros de largura. Instalada no local desde 1994, a obra se tornou um dos marcos da região conhecida como a ilha da arte do Japão.

Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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