Zuckerberg acelerou agente de IA da Meta após avanço de rival; veja bastidores
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, reuniu em agosto dois de seus principais executivos — Alexandr Wang, diretor de inteligência artificial, e Nat Friedman, chefe de produtos de IA — para tratar de uma ameaça considerada iminente. Uma startup de apenas 14 pessoas, a Instinct, havia criado um agente de IA, programas capazes de operar aplicativos e softwares em nome dos usuários, e o produto ganhava força rapidamente. A Meta desenvolvia algo semelhante, o Muse, mas havia adiado o lançamento por preocupações de segurança.
Segundo três pessoas com conhecimento da reunião, que falaram sob condição de anonimato por se tratar de assunto confidencial, Zuckerberg afirmou que o Muse estava pronto para ser lançado apesar dos riscos. Wang, de 29 anos, e Friedman, de 49, tinham ciência das preocupações detectadas em testes recentes, incluindo um caso em que o Muse alterou a senha de um usuário sem autorização. Ainda assim, em 8 de setembro, a Meta lançou publicamente o Muse.
A decisão expôs o delicado equilíbrio entre velocidade e segurança que empresas de IA tentam administrar na disputa pela liderança do setor. Zuckerberg investiu bilhões no desenvolvimento de IA, mas viu rivais como OpenAI e Anthropic colocarem produtos no mercado antes. No caso dos agentes pessoais, considerados a próxima fronteira da indústria, a velocidade de lançamento prevaleceu. Três semanas após o Muse, a OpenAI anunciou o Dots, seu próprio agente.
Até agora, a aposta tem dado resultado. O agente registrou apenas alguns problemas de segurança, como quando forneceu o endereço de um usuário a um vendedor do Facebook Marketplace sem autorização. Segundo dados da Sensor Tower, mais de 6,6 milhões de pessoas haviam baixado o aplicativo gratuito até quarta-feira, e 1,8 milhão o utilizavam diariamente. A Meta gasta milhões de dólares em marketing, espalhando o mascote do Muse, um personagem chamado Jolly, em outdoors e comerciais de TV.
Um porta-voz da Meta contestou que Zuckerberg tenha pressionado pelo lançamento devido à concorrência da Instinct. "Temos orgulho desse trabalho e, como já dissemos publicamente, chegamos a adiar o lançamento do Muse por vários meses para garantir que tudo fosse feito corretamente", afirmou em comunicado. A ideia do Muse surgiu em julho de 2025, quando Zuckerberg publicou um memorando sobre "superinteligência pessoal" e reestruturou a divisão de IA da empresa, contratando Wang e Friedman para liderar o esforço.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação