17 ações sobem mais de 10% e 5 caem ao menos 10%: destaques do Ibovespa em setembro
O Ibovespa encerrou setembro com alta de 5,03%, aos 186.340,46 pontos, em um mês marcado por forte dispersão entre os papéis. Ao todo, 17 ações subiram mais de 10%, enquanto apenas 5 caíram ao menos 10%, segundo o levantamento. O movimento foi favorecido pela queda dos juros e pelo aumento das apostas em um cenário político e fiscal mais favorável, que impulsionaram ações domésticas e sensíveis ao custo de capital, embora cada empresa tenha tido catalisadores próprios.
Entre as maiores altas, o Magazine Luiza (MGLU3) se destacou tanto pelo chamado "trade" de queda de juros quanto pelo noticiário corporativo. O principal gatilho foi o acordo com o Mercado Livre (BDR: MELI34), anunciado no início do mês, para ampliar a distribuição de produtos do Magalu na plataforma. A Ágora Investimentos também apontou que a Anvisa revogou a medida preventiva que proibia a companhia de comercializar, distribuir e anunciar determinados medicamentos — decisão que, segundo a casa, amplia possibilidades estratégicas, mas não representa autorização automática para venda, pois depende de regulamentação específica. Com a Selic reduzida a 13,75% após o quinto corte consecutivo do BC, ações ligadas a consumo e crédito voltaram ao radar. O JPMorgan, porém, mantém recomendação underweight para MGLU3 e alerta que quase todo o lucro da companhia depende de incentivos tributários.
Também entre os destaques positivos, a Vamos (VAMO3) se beneficiou do ambiente de juros menores, já que a taxa elevada era apontada pela própria empresa como um dos principais ofensores de seu resultado financeiro. No 2T26, o lucro líquido ajustado avançou 21,8%, para R$ 101,1 milhões, e a ocupação da frota atingiu 89%, maior nível desde 2020. O Assaí (ASAI3) acumulou valorização de 25,76%, impulsionado pela sensibilidade a juros e pelo anúncio da aquisição de 18 postos de combustíveis por até R$ 80 milhões, além de lucro líquido de R$ 484 milhões no 2T26, alta de 121%. A Yduqs (YDUQ3) teve como principal catalisador a combinação de negócios com a Afya, que prevê a formação da maior empresa de ensino de medicina e cursos da área de saúde do Brasil.
Na ponta negativa, a atenção se voltou para empresas de minério de ferro, como Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3), em meio à queda da commodity, e para construtoras de baixa renda, que sofreram com um cenário mais restrito ao crédito. A Natura (NATU3), que havia subido fortemente na última sessão de agosto com o anúncio do retorno de Alessandro Carlucci ao comando, viveu forte reversão de humor em setembro e acumulou queda superior a 20%. Os detalhes completos das maiores baixas do mês não constam no material disponível.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação