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3º tri de shoppings deve ter crescimento moderado por juros; veja o que esperar

Por Redação
Atualizado em 28/10/2026 às 21:50 schedule 4 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As empresas do segmento de shoppings centers devem apresentar desempenho relativamente favorável no terceiro trimestre, mas com crescimento mais moderado nas vendas nas mesmas lojas (SSS) e nos aluguéis das mesmas lojas (SSR). A avaliação é do Itaú BBA, segundo o qual o resultado reflete o menor fluxo de visitantes em julho e a inflação mais baixa medida pelo IGP-DI, que deve limitar a expansão da receita total. O fluxo de visitantes também foi negativamente afetado em julho pela realização da Copa do Mundo de 2026, mas se recuperou ao longo do trimestre.

Para o período, os analistas destacam a expansão do lucro líquido da Multiplan (MULT3) e da Allos (ALOS3), além dos ganhos extraordinários com a venda de imóveis que devem impulsionar os lucros da Multiplan e do Iguatemi (IGTI11). Considerando esses fatores, o BBA reforçou a Multiplan como a principal escolha do setor. Já o Goldman Sachs avalia que, sob a perspectiva dos múltiplos históricos de Fundos de Operações (FFO), a Multiplan pode ter mais espaço para uma reprecificação positiva entre os pares.

Estimativas de consenso da FactSet mostram que os múltiplos de FFO dos próximos 12 meses da Multiplan e da Allos aumentaram três vezes desde julho de 2026, alcançando 13 vezes e 12 vezes, respectivamente. A Multiplan está sendo negociada a um múltiplo 20% abaixo de sua média histórica de 16x, enquanto a Allos está em linha com sua média histórica. As estimativas do banco calculam Multiplan, Iguatemi e Allos sendo negociadas a múltiplos de FFO de 2027 de 12,7x, 12,7x e 11,6x, respectivamente.

Projeções para o trimestre

A nova projeção do Goldman Sachs para a Multiplan leva em conta a conclusão da venda de uma participação de 9,33% no ParkShoppingBarigüi no terceiro trimestre de 2026 e a captação de R$ 300 milhões em dívida realizada no final de agosto. Com essa venda, no valor de R$ 250 milhões, as estimativas de receita líquida trimestral aumentam 40% em relação à anterior, passando de R$ 604 milhões para R$ 844 milhões. Para o trimestre, a expectativa de receita líquida aumentou 8%, para R$ 3,247 bilhões, enquanto a estimativa de Ebitda sobe 7%, para R$ 2,410 bilhões, impulsionadas pela transação envolvendo o Barigüi. A receita de aluguéis deve crescer 6% para a Multiplan.

Para o Iguatemi, o banco reduziu as estimativas trimestrais de outros custos para refletir melhor as tendências recentes. Com esses ajustes, a projeção de Ebitda é de R$ 275 milhões e um FFO de R$ 175 milhões, ambos praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior. O banco calcula um aumento de 1% na receita de aluguéis do Iguatemi em relação ao trimestre anterior, devido à sazonalidade, enquanto o BBA deverá apresentar uma queda de 2% na mesma comparação, em razão das vendas de ativos. Para a Allos, a projeção prevê que a receita de aluguéis cresça 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com receita líquida estável em R$ 726 milhões e Ebitda estimado em R$ 508 milhões.

As ações das empresas de shopping centers subiram de 35% a 40% desde meados de agosto, desempenho acima dos 20% alcançados pelo Ibovespa, refletindo uma visão mais otimista do cenário macroeconômico no Brasil e o ciclo das taxas de juros, segundo analistas do Itaú BBA. Para o Goldman Sachs, as empresas do setor devem ser um dos destaques do trimestre com a forte alta das ações. De acordo com os analistas, a queda de 200 pontos-base nas taxas de juros nominais e de 100 pontos-base nas taxas reais desde agosto justifica a decisão, o que motivou o banco a elevar os preços-alvos, em média, a cerca de 20%.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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