A regra do CEO da United para PowerPoint em reuniões: “Não leia slides para mim”
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, adota uma regra simples para organizar sua rotina: não passa de quatro horas de reuniões por dia. E, quando está na sala de conferências, não quer que ninguém leia uma apresentação de PowerPoint para ele. Em vez disso, prefere uma conversa com substância.
Em entrevista recente ao Semafor, Kirby afirmou que suas reuniões são rápidas e quase todas conversacionais. Segundo ele, quem quiser apresentar um conjunto de slides deve enviá-lo com antecedência, para que o encontro sirva para discutir o conteúdo — e não para a leitura das telas. O tempo economizado, diz, é usado para se concentrar no que considera as partes mais importantes do trabalho.
Para Kirby, a função de um executivo muda conforme a carreira avança. “Quanto mais você avança na sua carreira — certamente quando você se torna CEO — seu trabalho não é trabalhar duro; é pensar duro”, disse. Na visão dele, gastar tempo olhando métricas detalhadas do dia anterior é um erro. “Meu trabalho é estar focado além do horizonte — o que está chegando que ninguém mais vê ainda”, completou.
Essa filosofia acompanha a estratégia da United, sediada em Chicago, que adiciona centenas de aeronaves atualizadas, expande sua rede internacional e implementa o Wi-Fi Starlink em toda a frota, na busca por mais participação de mercado diante de rivais como a Delta Air Lines. Kirby, que recebeu mais de US$ 30 milhões em remuneração no ano passado, diz que o objetivo não é apenas gerenciar o presente da companhia, mas antecipar o que vem pela frente.
A rotina do executivo de 59 anos começa cedo. Ele costuma dormir cerca de oito horas e meia e acorda naturalmente por volta das 5h30, sem despertador. Depois de uma breve checagem de e-mails, dedica-se à leitura e ao exercício. Lê o The Wall Street Journal de capa a capa e, em seguida, artigos do The New York Times. No total, passa cerca de três horas por dia lendo — o suficiente para também ler aproximadamente cinco revistas e dois livros por semana, geralmente biografias e ficção científica. Kirby vê o hábito como ferramenta para manter a curiosidade e conectar pontos que outros não percebem.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação