A vida em El Salvador, onde política de segurança é citada como 'modelo' por candidatos à Presidência do Brasil
A política de segurança pública de El Salvador, comandada pelo presidente Nayib Bukele, tornou-se tema de campanha eleitoral no Brasil. Os candidatos à Presidência Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já citaram publicamente a estratégia salvadorenha como referência na área.
Em El Salvador, o chamado regime de exceção está em vigor desde 2022 e mudou a rotina da população. Em bairros que eram dominados por facções criminosas, o comércio passou a funcionar até de madrugada, crianças brincam nas ruas e moradores circulam sem a presença visível de criminosos. As medidas adotadas por Bukele incluem prisões em massa, uso das Forças Armadas no policiamento e suspensão de garantias constitucionais.
O impacto é visível nos números: cerca de 2,5% da população adulta do país está presa, a maior taxa de encarceramento do mundo. Entre os salvadorenhos, as opiniões se dividem. Parte da população se diz grata a Bukele pela queda da violência, enquanto outra parte manifesta temor diante da concentração de poder no presidente e de denúncias de perseguição a ativistas e jornalistas.
Os efeitos dessas políticas sobre o cotidiano do país são tema de documentário da BBC News Brasil, que visitou El Salvador para investigar o funcionamento do regime de exceção e as consequências das medidas para a população local.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação