Acesso à saúde reduz histórias de perdas em comunidade do Amazonas
Morador da zona rural de Carauari, no interior do Amazonas, Francisco Solivan Peres de Araújo perdeu a mãe quando tinha apenas 2 anos. A história, marcada pela falta de assistência médica próxima, ilustra um passado em que o acesso à saúde era ainda mais restrito na região. Hoje, a realidade começa a mudar com a ampliação de serviços básicos na localidade.
O caso de Solivan, como é conhecido, reflete as dificuldades históricas enfrentadas por comunidades ribeirinhas e rurais do estado, onde a distância dos grandes centros urbanos sempre foi um obstáculo para o tratamento de doenças e o acompanhamento médico regular. A perda precoce da mãe, ocorrida em um contexto de carência de estrutura sanitária, é uma das narrativas que evidenciam a vulnerabilidade da população local em décadas passadas.
Com a chegada de equipes de saúde da família e a instalação de unidades básicas em pontos estratégicos do município, moradores de áreas afastadas passaram a ter atendimento mais frequente. O acesso a consultas, vacinas e medicamentos básicos reduziu a necessidade de deslocamentos longos e arriscados até a sede do município, que antes podiam levar dias em períodos de cheia ou seca dos rios.
Para os profissionais que atuam na região, a melhoria no acesso representa uma mudança geracional. Crianças que hoje nascem nessas comunidades têm acompanhamento desde o pré-natal, o que diminui os riscos de complicações que, no passado, resultavam em mortes evitáveis. A estrutura ainda enfrenta desafios logísticos, mas a presença contínua de agentes de saúde tem sido apontada como um fator decisivo para a redução de tragédias familiares.
A trajetória de Solivan, que cresceu sem a presença materna, é usada por lideranças locais como exemplo do impacto da ausência de políticas públicas efetivas. Ao mesmo tempo, serve de contraponto para medir o avanço conquistado nas últimas décadas, quando o direito à saúde deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade mais próxima das populações que vivem às margens dos rios amazônicos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação