Agressor de freira católica é absolvido e vai para hospital psiquiátrico
Um tribunal israelense absolveu um colono da Cisjordânia acusado de agredir uma freira católica francesa em Jerusalém no início deste ano. A decisão, proferida em 26 de agosto, determinou a internação do homem em uma instituição psiquiátrica por até seis anos.
O juiz Ophir Tischler, do Tribunal de Magistrados de Jerusalém, acatou uma avaliação psiquiátrica que concluiu que Yona Schreiber, o agressor, estava em um episódio psicótico durante o ataque e não poderia ser considerado criminalmente responsável. O laudo também diagnosticou o réu com esquizofrenia, segundo relatos da imprensa local.
A avaliação apontou a falta de evidências conclusivas sobre como o estado mental de Schreiber o levou a cometer o ataque, mas afirmou que a doença influenciou suas ações. A internação pode ser encerrada antes do prazo máximo de seis anos caso um conselho psiquiátrico determine melhora na condição do paciente.
Schreiber foi preso e acusado em abril por empurrar a religiosa ao chão e chutá-la na cabeça. A agressão ocorreu no Monte Sião, próximo ao Túmulo do Rei Davi e a poucos passos da Abadia da Dormição. Vídeos do ataque circularam nas redes sociais e geraram indignação diante de ataques persistentes contra cristãos em Israel e na Cisjordânia.
Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores de Israel condenou fortemente as ações do agressor e reafirmou o compromisso do país com a liberdade religiosa e a segurança de todas as comunidades em Jerusalém.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação