Além do Texas: os estados americanos que reduziram impostos para ganhar competitividade
Além do Texas: os estados americanos que reduziram impostos para ganhar competitividade
Enquanto Califórnia e Nova York aumentam tributos e elevam a pressão sobre empresas e investidores, estados do Sul dos Estados Unidos seguem na direção oposta para ampliar a competitividade. Além do Texas, que mantém uma política de baixa tributação, Carolina do Norte, Geórgia e Carolina do Sul aprofundaram cortes de impostos nos últimos anos para atrair empresas, investimentos e novos moradores.
Na Geórgia, o governador Brian Kemp sancionou em maio uma nova redução do imposto estadual sobre a renda. A alíquota, que havia caído para 5,19% em 2025, passou para 4,99% neste ano, com efeitos retroativos a 1º de janeiro. A legislação também aumentou a dedução padrão e abriu espaço para novas reduções anuais. O governo estadual começou a distribuir mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,14 bilhões) em restituições aos contribuintes, viabilizadas por excedentes nas contas públicas. No ano fiscal de 2025, o estado registrou 423 novas instalações ou expansões de empresas, com mais de US$ 26,3 bilhões (R$ 135,27 bilhões) em investimentos, um recorde, e previsão de cerca de 23,2 mil novos empregos.
Na Carolina do Norte, governada pelo democrata Josh Stein, os cortes foram implementados com o controle republicano da Assembleia Geral. A alíquota do imposto de renda individual caiu de 4,25% para 3,99% neste ano, após uma sequência de reduções desde 2022, quando era de 4,99%. Para as empresas, o imposto sobre o lucro das corporações caiu de 2,25% para 2%, com previsão de chegar a 1% em 2028 e zerar depois de 2029. Em 2025, o estado registrou mais de 35 mil empregos e US$ 24 bilhões (R$ 123,36 bilhões) em investimentos de empresas novas ou em expansão, segundo o Departamento de Comércio estadual.
Na Carolina do Sul, o governador Henry McMaster sancionou uma reforma que reduziu de 6% para 5,21% a maior alíquota do imposto estadual sobre a renda e criou uma faixa de 1,99% para os primeiros US$ 30 mil (R$ 154,20 mil) de renda tributável. A partir de 2027, novas diminuições serão acionadas automaticamente se a arrecadação crescer pelo menos 5% dentro das condições definidas em lei, com o objetivo de levar as alíquotas máximas a 1,99% e, posteriormente, eliminar o tributo. Desde 2022, as mudanças já reduziram em US$ 3,72 bilhões (R$ 19,12 bilhões) o imposto de renda cobrado dos contribuintes. Em 2025, o estado anunciou US$ 9,12 bilhões (R$ 46,87 bilhões) em novos investimentos, o terceiro maior resultado da história, além de mais de 8,1 mil novos empregos.
O Texas segue como principal referência entre os estados de baixa tributação, sem imposto estadual sobre a renda individual e com isenções ampliadas para empresas nos últimos anos. Atualmente, o estado contabiliza mais de US$ 75 bilhões (R$ 385,46 bilhões) em investimentos anunciados e previsão de criação de mais de 42 mil empregos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação