As 'melhores cidades' do mundo em 2026 — e por que elas se destacam
O Índice Global de Cidades 2026, da consultoria Oxford Economics, avaliou 1 mil cidades em cinco quesitos: governança, economia, capital humano, meio ambiente e qualidade de vida. Nova York, Londres e Paris lideram a lista deste ano, que também tem Seattle e Dublin entre as dez primeiras colocadas.
Segundo o levantamento, quatro características ajudam a explicar por que algumas cidades se mantêm tão atraentes, seja para morar ou para visitar. A primeira é a capacidade de atrair pessoas de todas as partes. As cidades mais bem avaliadas costumam ter altos índices de capital humano, que medem conhecimento, grau de educação e diversidade da população. Boston, sétima colocada, foi particularmente bem avaliada nesse quesito graças à concentração de faculdades e universidades importantes. Dublin, sexta, se beneficia de uma força de trabalho qualificada, associada a instituições como o Trinity College Dublin. Londres lidera o índice de capital humano, e cerca de 40% de seus moradores nasceram no exterior.
O segundo ponto é o investimento em cultura. Paris, terceira na classificação geral, é bem avaliada em qualidade de vida, em parte pela longa expectativa de vida e pelo acesso à cultura: são cerca de 130 museus, e 11 museus municipais oferecem entrada gratuita às coleções permanentes desde 2001, independentemente da nacionalidade do visitante. Seattle, quarta colocada, tem suas instalações de arte destacadas no relatório, além da história do movimento grunge, e inaugurou recentemente um parque à beira-mar de oito hectares.
A terceira qualidade é tornar a vida urbana mais fácil e limpa. Apesar da escala, Londres tem bons resultados ambientais, com políticas como o pedágio urbano e a Zona de Ultra Baixa Emissão. São Francisco também se destaca na categoria ambiental, com uma rede de transporte que reduz a dependência do carro. Dublin aparece bem colocada por seus níveis comparativamente baixos de poluição e por iniciativas climáticas, entre elas atingir a neutralidade climática até 2030.
Por fim, algumas cidades com maior crescimento no índice são impulsionadas pela tecnologia. San José, oitava colocada, tem o PIB per capita mais alto da pesquisa, graças a empresas instaladas no Vale do Silício. Em São Francisco, carros sem motorista já fazem parte do transporte diário. Tallinn, capital da Estônia, aparece na lista de Cidades a Serem Observadas, pelo avanço da indústria de tecnologia e pela adoção de inteligência artificial. Entre as brasileiras incluídas no estudo, São Paulo aparece na 292ª posição, seguida por Brasília (335ª) e Campinas (463ª).
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação