Rogério Marinho e Tereza Cristina lançam estratégia para vencer Alcolumbre
Os senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina confirmaram suas candidaturas à presidência do Senado para a eleição de fevereiro de 2027 e articulam uma estratégia conjunta para tentar derrotar o favoritismo de Davi Alcolumbre. Aliados, os dois planejam realizar campanhas paralelas — tática que o texto-fonte descreve como "pinça eleitoral" — para atrair diferentes perfis de votos antes de unir forças no momento decisivo.
A divisão de focos é o eixo da manobra. Marinho, que lidera a maior bancada da Casa, o PL, concentra sua plataforma na defesa da Constituição e no controle das decisões individuais de ministros do STF, buscando parlamentares que querem uma postura mais assertiva contra o Judiciário e o governo federal. Também mira o eleitorado conservador, com temas como a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e críticas ao ativismo judicial. Tereza Cristina aposta na diplomacia legislativa e no diálogo com o centro, o agronegócio e a bancada feminina, mantendo canais de negociação abertos até com governistas em temas econômicos. Ela também explora a possibilidade histórica de ser a primeira mulher a presidir o Senado.
O cálculo eleitoral passa pelos 81 senadores e pela exigência de ao menos 41 votos em votação secreta. Conforme o texto-fonte, estima-se que Marinho conte com um piso de 32 votos, somando PL e Novo, enquanto Tereza parte de uma base menor, entre 12 e 15 votos vindos do PP e de frentes ligadas ao agro. Somados, os apoios ultrapassam a barreira necessária para a vitória. O desafio é garantir que esses votos migrem integralmente para uma chapa única quando um dos dois desistir em favor do outro.
O maior risco apontado é que a transferência de votos não é automática, já que a escolha é individual e secreta. Se a união das chapas não for bem coordenada, senadores podem migrar para Alcolumbre, que controla a máquina administrativa do Senado — com influência na distribuição de cargos e verbas — e conta com o apoio do presidente Lula e de grandes partidos de centro. Por isso, Marinho e Tereza precisam negociar espaços de poder compartilhado, como a vice-presidência, para manter o bloco unido.
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