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Bispo Twal: a Jordânia é uma mensagem de convivência

Atualizado em 04/09/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Bispo Twal: a Jordânia é uma mensagem de convivência

O bispo Iyad Twal, vigário patriarcal para a Jordânia, descreve o país como um oásis de paz em meio aos ventos de guerra no Oriente Médio. Em entrevista à mídia vaticana, durante sua participação nos trabalhos da Conferência dos Bispos Latinos das Regiões Árabes (Celra), em Roma, ele destacou que, em um país de maioria muçulmana, os cristãos vivem respeitados e se sentem plenamente cidadãos. A Jordânia acolhe cerca de 3,5 milhões de refugiados em uma população de 11 milhões de pessoas.

Sobre as consequências da guerra entre os EUA e o Irã, o bispo afirmou que, geograficamente, a Jordânia está no centro do conflito, mas que, com o governo e o rei, o país tenta manter a normalidade da vida cotidiana. "Não fechamos as escolas, as universidades… continuamos vivendo", disse. Ele reconheceu o aumento dos preços e a desaceleração do turismo, inclusive o religioso, mas ressaltou que o fato de estarem no centro também ajuda a manter uma relação de moderação com todos.

O vigário patriarcal também falou sobre a situação na Palestina, lembrando as bombas que continuam caindo em Gaza e as violências perpetradas por colonos israelenses contra a população da Cisjordânia. "Fazemos parte da Diocese da Terra Santa, do Patriarcado Latino de Jerusalém. Eles são nossos irmãos, são nossas irmãs, e vivemos juntos a dura realidade do que está acontecendo", afirmou. Ele contou que, com ajuda, a Igreja conseguiu trazer doze estudantes de Gaza para a Jordânia, onde agora estudam na universidade de Madaba, e que também apoia o exército jordaniano, que mantém três hospitais de campanha em Gaza. "Se não houver justiça e paz para o povo palestino, viveremos sempre em crise", alertou.

Twal defendeu que a religião deve ser a solução, não o problema. "Acreditar em Deus é uma forma de se aproximar do outro. A Terra Santa não é santa por causa das pedras, é santa porque os homens vivem a santidade", disse. Ele reforçou a importância da presença cristã na região e a identidade dos cristãos árabes no Oriente Médio.

Por fim, o bispo falou sobre os preparativos para o bimilenário do Batismo de Jesus, em 2030, no local identificado pelos arqueólogos como Al-Maghtas, também conhecido como Betânia, além do Jordão. Segundo ele, o rei criou uma comissão nacional presidida pelo primeiro-ministro e estão sendo investidos quase 120 milhões de dólares para construir uma vila próxima ao local. A Igreja anunciou a abertura de um escritório para peregrinos e planeja propor um percurso bíblico anual, até 2030, em torno dos grandes profetas da Jordânia: Moisés, Elias e João Batista. "A Jordânia é realmente uma mensagem, e esperamos continuar assim", concluiu.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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