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Bolsa Família, MEI, Monjaro e bets: as apostas de Lula na reta final das campanha

Atualizado em 21/09/2026 às 11:05 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A pouco mais de duas semanas do primeiro turno, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a agenda de medidas com impacto direto sobre renda, consumo e serviços públicos. Reajuste do Bolsa Família, promessa de canetas emagrecedoras no SUS e uma ofensiva contra os cassinos online se somam a iniciativas anteriores, como a proposta de ampliação do limite de faturamento do MEI.

Os movimentos ocorrem em um cenário de disputa apertada. Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17), Lula tem 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A AtlasIntel/Bloomberg registrou placar ainda mais estreito: Flávio marcou 47,2% e Lula, 46,8%, uma diferença de 0,4 ponto percentual. Já a Quaest divulgada na segunda-feira (14) colocou Flávio numericamente à frente pela primeira vez em sua série, com 42% a 40% do petista — em julho, Lula tinha oito pontos de vantagem sobre o senador.

A principal medida foi anunciada nesta quinta-feira. Lula reajustou em 15,04% os valores do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará a R$ 777 e cerca de 19 milhões de famílias serão alcançadas. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro, entre o primeiro e o eventual segundo turno. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões por ano a partir de 2027. Segundo o Datafolha, entre pessoas que recebem o Bolsa Família ou vivem em domicílios com beneficiários, Lula tem 53% contra 28% de Flávio no primeiro turno; em uma disputa direta, o placar é de 60% a 33%. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União questionou a fonte de recursos e pediu a suspensão da medida, enquanto o governo afirma que a correção está prevista na legislação do programa e recompõe a inflação acumulada desde 2023.

No mesmo dia, em visita a Montes Claros (MG), Lula levou a promessa de oferta gratuita de medicamentos injetáveis contra a obesidade pelo SUS. O Ministério da Saúde afirma que estuda a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras e que eventual distribuição dependerá de protocolo clínico e critérios médicos, sem data para início. A Anvisa aprovou 14 novas canetas para diabetes e obesidade em 2026.

Outra frente mira os jogos online. O governo discute uma medida provisória para proibir cassinos virtuais, com possibilidade de novas restrições ao mercado de apostas; o texto ainda estava em elaboração nesta sexta-feira (18). Atualmente há 188 operadoras autorizadas no país, e uma eventual proibição atingiria uma atividade que gera arrecadação tributária e receitas para clubes, emissoras e patrocinadores. Já a proposta de elevar o teto anual de faturamento do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com permissão para contratar até dois funcionários, foi enviada ao Congresso em junho e ainda depende de aprovação.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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