Câncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele
A Fundação do Câncer esclarece que nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele. Com origem nos melanócitos, células produtoras de melanina, o tumor também pode se manifestar em estruturas fora da pele, como o olho, em mucosas — a exemplo da cavidade oral — e em órgãos internos dos sistemas genital e digestório.
Segundo a fundação, esse tipo de neoplasia maligna é menos frequente, mas mais agressivo e letal, por ter maior possibilidade de provocar metástase e se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos. O alerta consta da 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, intitulado Melanoma: nem sempre na pele, que destaca que conhecer esse tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo.
O estudo aponta que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil exige prevenção, diagnóstico precoce, qualificação dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articulação entre atenção básica, dermatologia, oftalmologia e oncologia. Dados do boletim, baseados na plataforma info.oncollect, mostram que o olho foi a principal localização primária dos casos extracutâneos, e que o melanoma ocular pode permanecer assintomático nas fases iniciais, sendo identificado apenas em exames de rotina.
Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação