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Colapso no ensino de engenharia civil atrasa o Brasil em 50 anos

Atualizado em 22/08/2026 às 13:20 schedule 2 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ensino de engenharia civil no Brasil sofreu um colapso prático que já se reflete em fissuras, recalques e responsabilidades técnicas mal assumidas. A avaliação é do engenheiro civil e professor universitário César Zanchi Daher, que afirma ter alertado há 30 anos para o atraso de meio século na formação — e hoje considera que foi condescendente.

Para ele, o problema tem duas frentes. A primeira é curricular: políticas educacionais reduziram a carga horária mínima dos cursos, encolhendo disciplinas essenciais como cálculo aplicado, mecânica dos solos e vivência de canteiro. A segunda é a seleção docente, que passou a priorizar titulação acadêmica em detrimento da experiência prática de mercado, criando o que chama de "professor de livro" — profissional capaz de produzir artigos, mas que raramente assinou uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou decidiu uma obra sob pressão.

Daher defende o estudo de casos como método central de formação, conduzido por quem tenha bagagem de canteiro, além da recomposição das cargas horárias cortadas. "Enquanto as universidades não resgatarem o valor da experiência de canteiro, seguiremos formando profissionais tecnicamente instruídos e, ainda assim, despreparados", afirma. "A conta dessa defasagem quem paga é quem transita e habita o que esses engenheiros constroem."

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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