Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa
Protestos liderados por jovens tomaram cidades europeias nas últimas semanas, de Milão a Marselha, passando por Madri e Lisboa. Só na França, mais de 300 mil pessoas foram às ruas em um único sábado, com pelo menos 290 manifestantes presos, segundo o Ministério do Interior. Na Alemanha, atos terminaram em confrontos e saques em Frankfurt, Berlim, Colônia e Hamburgo, com uso de canhões de água pela polícia.
A maioria dos protestos começou de forma pacífica, mas muitos terminaram em violência. Entre os detidos, chama atenção o número de menores de idade: mais da metade dos presos em confrontos em Barcelona tinha menos de 18 anos. As manifestações são frequentemente organizadas de forma improvisada por redes sociais como TikTok e Instagram — o que o ministro do Interior da Bélgica chamou de "tiktokização" dos protestos.
Cartazes e palavras de ordem expressam insatisfação com a educação, as desigualdades sociais e o aumento do custo de vida. Em Madri e Lisboa, a preocupação central é o preço dos imóveis. Jovens também temem que a inteligência artificial reduza oportunidades de emprego e que o custo de vida os impeça de concluir os estudos ou de alugar uma casa para formar família.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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