Dei acesso à minha vida ao agente de IA da Meta por 2 semanas — e me surpreendi
O repórter do New York Times testou durante duas semanas o Muse, aplicativo de agente de inteligência artificial apresentado pela Meta neste mês, e relatou que o programa executou tarefas cotidianas como fazer compras de supermercado, agendar reuniões, acompanhar gastos em planilhas e realizar ligações telefônicas em seu nome. O Muse é descrito como o primeiro agente de IA voltado ao consumidor, desenvolvido por uma grande empresa de tecnologia, a se tornar publicamente disponível.
Segundo o relato, o agente — que o usuário passou a chamar de Wren, representado pelo avatar de um pássaro marrom — foi conectado a contas bancárias, cartões de crédito e serviços como Gmail, Google Docs, Google Sheets, Ticketmaster e OpenTable. Em um dos episódios, o agente abriu abas com centenas de linhas de dados, identificou duas assinaturas duplicadas e as cancelou, além de solicitar o reembolso de um período gratuito de assinatura de jornal que havia expirado, economizando US$ 44,99. O aplicativo é gratuito, mas tem limites de uso; usuários pagam US$ 20 ou US$ 100 por mês para mais recursos.
O texto aponta tanto avanços quanto limitações. O agente preencheu formulários online, pagou uma multa de estacionamento mediante aprovação e fez ligações com vozes masculina e feminina — recurso disponível apenas para um número limitado de usuários. Também teve dificuldades para fazer login em sites de terceiros, não conseguiu comprar ingressos para o San Francisco Giants sem ajuda e enfrentou problemas para acessar uma conta do programa de recompensas da AMC. A Amazon bloqueou o acesso do Muse no domingo, conforme o relato.
A adoção ampla, no entanto, é tratada com ressalvas. O repórter observa que os agentes exigem um nível de confiança que muitas pessoas podem não ter, especialmente em se tratando de uma empresa como a Meta, que já enfrentou problemas relacionados à privacidade. Melissa Vadasserril, diretora sênior da Acoustic, plataforma de marketing baseada em agentes, comparou o lançamento do Muse ao da Siri, da Apple, em 2010, que demorou a ser adotado porque "as pessoas simplesmente não sabiam o que era possível fazer com ela". Sobre o Muse, disse que "ainda é um pouco cedo para o mercado, mas estou muito curiosa para ver onde as coisas vão chegar".
O relato também descreve um episódio em que o repórter confundiu o destinatário e enviou a um vendedor do Facebook Marketplace uma mensagem destinada ao agente, durante uma negociação de pratos de cerâmica da Heath Ceramics. A troca resultou em uma conversa humana com a vendedora, que o repórter classificou como algo que nem o Wren nem qualquer outra IA poderiam proporcionar — e que, segundo ele, pode ser mais um motivo para o Muse não conquistar o público imediatamente.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação