— Carregando clima…
Última Hora
• Arcebispo Fulton J. Sheen, evangelizador sem fronteiras • Aos 80 anos, João Bosco recria a obra com sofisticação no sopro renovador do álbum 'Amigos novos e antigos' • Pepita rara e inédita de Rita Lee, tango 'Anjo deslumbrado' vem à tona após 43 anos na voz da cantora Mariana Mug • Sandy & Junior sinalizam volta da dupla em 2027 – ação de retorno (financeiro) garantido na era dos megashows • Teresa Cristina firma a assinatura como compositora em 'Tudo que eu tenho', show de roteiro inteiramente autoral • Cantora fica 'presa' em plataforma no palco, continua cantando e viraliza: 'Como uma toupeira' • Brad Pitt conta que 'deu uma choradinha' lendo roteiro de 'Coração Selvagem' • O cantor egípcio que domina o mundo árabe e quer ser maior do que Michael Jackson: 'Por que não?' • Arcebispo Fulton J. Sheen, evangelizador sem fronteiras • Aos 80 anos, João Bosco recria a obra com sofisticação no sopro renovador do álbum 'Amigos novos e antigos' • Pepita rara e inédita de Rita Lee, tango 'Anjo deslumbrado' vem à tona após 43 anos na voz da cantora Mariana Mug • Sandy & Junior sinalizam volta da dupla em 2027 – ação de retorno (financeiro) garantido na era dos megashows • Teresa Cristina firma a assinatura como compositora em 'Tudo que eu tenho', show de roteiro inteiramente autoral • Cantora fica 'presa' em plataforma no palco, continua cantando e viraliza: 'Como uma toupeira' • Brad Pitt conta que 'deu uma choradinha' lendo roteiro de 'Coração Selvagem' • O cantor egípcio que domina o mundo árabe e quer ser maior do que Michael Jackson: 'Por que não?'
Ver Todas

Do caipira ao agronejo: como a música sertaneja se tornou a mais ouvida do Brasil contemporâneo

Atualizado em 25/09/2026 às 06:20 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Panda é o nome artístico de Jonathan Scarello dos Anjos, voz do hit sertanejo mais ouvido atualmente no Brasil, "Eu Te Seguro", segundo o mais recente levantamento da Pró-Música Brasil, entidade representativa do mercado fonográfico nacional, com base na soma de reproduções em plataformas de streaming. O sucesso, porém, está longe da música caipira que começou a ser gravada na virada dos anos 1920 para os 1930.

Segundo o historiador Gustavo Alonso, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor do livro "Cowboys do Asfalto: Música Sertaneja e Modernização Brasileira", os exemplos que sucedem cada fase do gênero são "modernizadores no sentido da antropofagia cultural, de incorporar valores e músicas de outras searas, de outras origens". A especialista Gisele Jordão, coordenadora do curso de cinema e audiovisual da ESPM, afirma que houve "uma transformação estrutural que acompanhou o processo de modernização e o deslocamento do meio rural para o consumo urbano".

O marco fundador do gênero como produto de consumo de massa é a primeira gravação de uma canção do segmento, em 1929: "Jorginho do Sertão", composição do jornalista e folclorista Cornélio Pires a partir de fragmentos de causos populares, na voz da dupla Mariano e Caçula. "Nenhuma gravadora queria gravar música caipira. Cornélio Pires alugou um estúdio e pagou a prensagem do próprio bolso", destaca a pesquisadora Anita Carvalho, fundadora da escola Music Rio Academy. Para ela, trata-se do "primeiro lançamento independente da história da música brasileira".

O violeiro e pesquisador Ivan Vilela, professor da USP e autor do livro "Cantando a Própria História: Música Caipira e Enraizamento", divide o sertanejo em cinco grandes fases. A primeira vai da gravação de Mariano e Caçula até a década de 1940, quando a radiodifusão ajudou no "re-enraizamento dos migrantes que trocavam o campo pelas cidades grandes" e surgiu a profissionalização dos cantores. A segunda fase, já difundida pelo rádio, tem como maior nome a dupla Tonico & Tinoco, que, segundo Vilela, vendeu cerca de 150 milhões de discos. "Somados todos os formatos, são a dupla que mais vendeu discos no mundo", afirma.

Nos anos 1960, o mercado fonográfico percebeu que os novos ouvintes eram filhos de migrantes já nascidos nas grandes cidades. "Para eles, foi criada uma música que juntava vertentes da Jovem Guarda com a música caipira", conta Vilela. A primeira dupla desse subgênero foi Léo Canhoto & Robertinho. Segundo o pesquisador Leandro Valentin, doutor pela Unesp, tratou-se de "uma tentativa de modernização do sertanejo".

Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Educacão Cultura da Vida: como ajudar os jovens a defenderem a vida? Cultura da Vida é um espaço de aprofundamento de temas relacionados à dignidade da vida humana e à missão da… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação