Dólar hoje fecha a R$ 5,18, com eleição, exterior e IPCA-15 no foco
O dólar à vista encerrou a sessão desta sexta-feira com variação negativa de 0,19%, cotado a R$ 5,1834. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,74%, enquanto no acumulado do ano registra baixa de 5,57%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro, o mais negociado no mercado brasileiro, cedia 0,23% na B3, aos R$ 5,1865.
No mercado à vista, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1731 (-0,39%), registrada às 9h03, logo após a abertura, e a máxima de R$ 5,2152 (+0,43%), às 11h19. Durante a maior parte do dia, no entanto, permaneceu próxima da estabilidade.
O movimento foi influenciado por dois fatores principais. No exterior, o dólar exibiu perdas ante divisas como o iene, o euro e a libra, ainda que os investidores sigam posicionados para uma nova alta de juros nos Estados Unidos em outubro. A moeda americana também cedeu ante o peso colombiano e o rand sul-africano, em uma sessão de pouco fôlego para as divisas de países emergentes. Às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,29%, a 101,000.
No Brasil, a eleição seguiu influenciando os negócios. Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Na semana anterior, Lula tinha 46% e Flávio registrava 44%.
Outro fator de atenção foi o IPCA-15 de setembro, divulgado pelo IBGE. O indicador, considerado prévia da inflação oficial, subiu 0,70% no mês, após recuar 0,40% em agosto. Em 12 meses, a alta foi de 4,47%, contra 4,24% em agosto. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevações menores, de 0,53% no mês e 4,30% em 12 meses. Uma inflação mais pressionada pode dificultar novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, no curto prazo, com efeitos sobre o câmbio.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação