Eleições podem destravar o Ibovespa? Confira o que esperar em semana decisiva
Os mercados iniciam uma semana com potencial de aumento da volatilidade, especialmente no Brasil, à medida que se aproxima o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 4 de outubro. A proximidade da votação tende a elevar a cautela dos investidores, e, dependendo da configuração do resultado, o período posterior poderá trazer oscilações ainda mais intensas.
O cenário ganha relevância porque o Ibovespa permanece lateralizado após a forte recuperação iniciada nos 164.835 pontos. O resultado eleitoral poderá funcionar como gatilho para a saída desse movimento de consolidação, mas a direção ainda dependerá da reação do mercado. Nesse contexto, o acompanhamento do comportamento do volume e do rompimento dos principais suportes e resistências se torna importante.
Na semana passada, o Ibovespa recuou 0,95%, aos 183.476 pontos, completando o segundo período consecutivo de queda. O índice perdeu força na região dos 189.487 pontos e, na última sessão, caiu 0,27%, também aos 183.476 pontos, acumulando a terceira baixa consecutiva. O índice passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que indica enfraquecimento no curto prazo. Apesar da correção, o movimento mais amplo ainda reflete a recuperação iniciada nos 164.835 pontos, após a máxima histórica de 199.354 pontos, registrada em abril. Em 2026, o Ibovespa acumula valorização de 13,87%.
Para retomar o fluxo comprador, seria necessário recuperar as médias móveis e superar a resistência em 189.487 pontos. Acima desse nível, o próximo objetivo aparece nos 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos. Do lado vendedor, os suportes iniciais estão em 183.240/178.000 pontos e, posteriormente, em 177.300/164.835 pontos. A perda dessas faixas poderá ampliar a correção, com objetivos em 161.745/153.570 pontos e, em um movimento mais extenso, nos 147.575 pontos.
No exterior, a Nasdaq renovou sua máxima histórica nos 27.288 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,13% e completou a segunda semana seguida de valorização. O dólar futuro avançou 0,62%, mas permanece próximo da média móvel de 200 períodos. O Bitcoin iniciou uma correção após alcançar os US$ 87.395, mas continua acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e dos US$ 80.000, preservando uma estrutura técnica favorável no curto prazo.
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Por Redação