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Em 'Cavalo selvagem nove', John Malkovich é favorito para ganhar seu 1º Oscar: 'É uma sacanagem'

Por Redação
Atualizado em 06/11/2026 às 06:20 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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John Malkovich, 72 anos, aparece como favorito ao prêmio de melhor ator no Oscar por seu papel em "Cavalo selvagem nove", novo filme do diretor irlandês Martin McDonagh que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5). O longa marca o reencontro de McDonagh com o ator Sam Rockwell, que contracena com Malkovich.

Nas apostas da Academia, Malkovich desponta à frente de nomes como Matt Damon, por "A Odisseia", e Ryan Gosling, por "Devoradores de estrelas". Em entrevista ao g1, McDonagh afirmou que supunha que o ator já tivesse vencido um Oscar. "Só depois de ver como ele está maravilhoso no filme, quando o filme estava pronto, é que você começa a pensar sobre essas coisas", disse o cineasta. "Eu ficaria surpreso se tivesse uma performance melhor nesse ano."

Rockwell, vencedor do Oscar de coadjuvante por "Três anúncios para um crime" (2017), não escondeu o incômodo com o fato de o colega nunca ter sido premiado. "É uma sacanagem", declarou. Para ele, a Academia deve corrigir essa ausência com o espião interpretado por Malkovich, um agente da CIA que contempla a própria mortalidade e o próprio legado. "Ele tem muito a favor dele. Tem um pouco de demência, é um viciado, possivelmente matou um presidente famoso. Ah, alerta de spoiler. Tem muito acontecendo. Esse papel tem muitos elementos. É um golaço."

Apesar de atuações marcantes em filmes como "Ligações perigosas" (1988), "Quero ser John Malkovich" (1999) e "Queime depois de ler" (2008), o ator recebeu apenas duas indicações ao Oscar em mais de quatro décadas, ambas na categoria de coadjuvante. A primeira foi por "Um lugar no coração" (1984), de Robert Benton. A segunda veio há mais de 30 anos, por "Na linha de fogo" (1993), na qual interpretou um ex-agente da inteligência americana.

O roteiro de McDonagh acompanha dois espiões veteranos enviados em uma missão nebulosa que começa no Chile, às vésperas do golpe militar de 1973, e segue em uma viagem existencial pela Ilha de Páscoa. O diretor contou que tentava trabalhar com Malkovich havia mais de uma década e que o ator recusou convites para "Sete psicopatas e um shih tzu" (2012) e "Três anúncios para um crime" por conflitos de agenda. "Eu não estava pensando nele quando escrevi, mas, depois de terminar, havia somente algo como dois ou três atores no mundo que poderiam fazer o que ele faz", afirmou McDonagh. "O melhor da geração do John é o John. O melhor da geração do Sam é o Sam. Mas, como eles se amam, você sabe que terá fogos de artifício e momentos lindos na tela."

Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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