Escola de drones: por que o PCC não ataca São Paulo pelo ar
Escola de drones: por que o PCC não ataca São Paulo pelo ar
Enquanto o Rio de Janeiro registra ataques com granadas lançadas por drones, o PCC utiliza a mesma tecnologia em São Paulo sem promover ataques. A diferença, segundo análise de um policial civil aposentado com 23 anos de atuação em unidades especializadas, revela duas formas distintas de governança do crime organizado.
No Rio, a Polícia Civil investiga a realização de cursos de operação de drones no Complexo da Penha, com dezenas de alunos. As denúncias de uso de explosivos por aeronaves não tripuladas cresceram de uma ocorrência em 2023 para 73 envolvendo traficantes. Já em São Paulo, os usos documentados do PCC se limitam à entrega de celulares em presídios e ao monitoramento de autoridades, sem registro público de ataques com explosivos.
Para o especialista, a ausência de ataques não indica falta de capacidade, mas cálculo de governança: o PCC depende da continuidade dos negócios ilícitos, e uma granada sobre uma festa atrairia resposta policial de grande porte, desorganizando o comércio que financia a estrutura. O artigo também menciona que novas regras da Anac e do Decea passaram a exigir cadastro e autorização para voo de drones, garantindo rastreabilidade apenas para operadores regulares.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação