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Estrangeiros lideram otimismo com Brasil; Petrobras supera Itaú entre ações favoritas

Por Redação
Atualizado em 23/10/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os investidores globais estão mais otimistas com os ativos da América Latina, com o Brasil à frente das apostas. É o que aponta a pesquisa do quarto trimestre do Bradesco BBI com investidores de mercados emergentes e da região, que identifica forte migração para ativos de maior risco, liderada por estrangeiros, e espaço para novas entradas de recursos na Bolsa brasileira.

O índice proprietário de “ganância versus medo” do banco atingiu o nível mais elevado do ano, refletindo melhora expressiva do sentimento em relação à região. Apesar de posições tão otimistas costumarem ser lidas como sinal de alerta, o BBI avalia que a América Latina segue sustentada por valuations descontados, espaço para rotação rumo a setores mais cíclicos e potencial de novos fluxos locais e internacionais.

Os estrangeiros aparecem como principal motor do movimento: estão mais comprados em ações brasileiras, mais propensos a ampliar a exposição nos próximos três meses, com menor posição em caixa e expectativa de fortalecimento adicional do real. Os investidores locais seguem otimistas, sobretudo com small caps e setores domésticos cíclicos, mas mantêm alocações em Bolsa próximas das mínimas históricas.

Entre os mercados da região, o Brasil é a principal recomendação do banco às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. O relatório destaca que boa parte dos investidores já considera o resultado eleitoral praticamente definido e voltou a atenção para os potenciais ajustes fiscais do próximo governo. Os estrategistas veem um ajuste equivalente a cerca de 1,5% do PIB como hipótese realista e apontam esse tema como o principal debate do momento. Os entrevistados também citam os títulos públicos indexados à inflação (NTN-Bs) e as ações brasileiras como os ativos preferidos para capturar um cenário de melhora macroeconômica.

Um dos destaques do levantamento foi a mudança nas preferências para ações brasileiras. A Petrobras (PETR3; PETR4) ultrapassou o Itaú Unibanco (ITUB4) e se tornou a large cap favorita dos investidores consultados, em meio à combinação de petróleo em alta, geração de caixa robusta e expectativas ligadas ao cenário político e fiscal. Também aparecem entre as mais citadas espontaneamente Sabesp (SBSP3), Localiza (RENT3) e XP (BDR: XPBR31). Na ponta oposta, Nubank (NU; BDR: ROXO34) e Vale (VALE3) figuram entre as menos favoritas.

No universo de small e mid caps, Ecorodovias (ECOR3), Smart Fit (SMFT3) e Magazine Luiza (MGLU3) foram os nomes mais mencionados espontaneamente. O banco observa que setores domésticos ligados ao consumo e aos ciclos econômicos ganharam popularidade rapidamente nas últimas semanas, mas avalia que o movimento pode ter continuidade. Telecomunicações, commodities e financeiras aparecem como as principais fontes de recursos para financiar essa rotação setorial.

Fora do Brasil, a Argentina continua sendo o mercado menor mais popular, mas perdeu espaço para Peru e Chile. O BBI mantém visão cautelosa para os ativos argentinos, citando riscos ligados aos lucros corporativos e ao ambiente político-eleitoral. O Chile surge como uma das melhores relações risco-retorno da região, ao lado do Peru, enquanto a Colômbia segue como posição menos preferida diante dos desafios de implementação de reformas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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