EUA declaram Estreito de Ormuz “aberto” após operação de retirada de minas
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou nesta quinta-feira (27) que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação após uma operação militar americana para retirada de minas marítimas implantadas pelo Irã na região. A declaração foi feita em meio à manutenção do bloqueio naval contra Teerã e à ausência de negociações entre Washington e o regime iraniano para o fim definitivo da guerra.
O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, disse que as rotas de trânsito internacionais e reconhecidas no estreito estão livres de minas iranianas. Segundo ele, as forças americanas removeram todas as minas que teriam sido instaladas meses atrás pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Cooper classificou as operações como “desafiadoras e perigosas”, mas afirmou que a missão foi concluída.
De acordo com o militar, mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves participaram das ações no Estreito de Ormuz. Ele também informou que cerca de 50 mil militares estão envolvidos no bloqueio imposto ao Irã, com o objetivo de impedir a saída de petróleo pelos portos do país. “Nenhum navio entrou ou saiu de um porto iraniano sem nossa permissão, e só permitimos a passagem de embarcações por razões humanitárias”, declarou Cooper.
O presidente Donald Trump já havia anunciado no começo da semana que o estreito havia sido desminado. O regime iraniano, porém, contestou a declaração e afirmou que a passagem só seria reaberta de forma plena caso Washington aceitasse as condições apresentadas por Teerã. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o comércio de petróleo e gás, por ligar o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.
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Por Redação