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Fachin consulta PGR sobre soltura de Vorcaro

Por Redação
Atualizado em 06/11/2026 às 17:05 schedule 4 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (5) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso preventivamente desde março deste ano. A decisão faz parte de uma série de despachos do ministro relacionados a investigados na Operação Compliance Zero.

Na mesma jornada, Fachin rejeitou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que está preso no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, há oito meses. Os advogados pediam a revogação da prisão preventiva com base no prazo de reavaliação periódica de 90 dias ou a substituição por prisão domiciliar humanitária, citando a situação de saúde da esposa de Zettel e o recente nascimento de seus filhos gêmeos.

Ao negar o pedido, o presidente do STF afirmou que a manutenção da prisão cautelar é necessária para assegurar a ordem pública, a aplicação da lei penal e a instrução criminal. Segundo a PGR e a Polícia Federal, Zettel seria o operador financeiro do suposto esquema e articulador da “Turma”, grupo investigado por atos de coação e intimidação contra desafetos de Vorcaro. Sobre a prisão domiciliar humanitária, Fachin destacou que o elevado poder aquisitivo da família afasta a alegação de desamparo e que não foi comprovada a ausência de rede de apoio para o cuidado dos filhos.

Em outra frente, o ministro cobrou informações sobre a saúde de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro, custodiado no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Minas Gerais, desde 14 de maio. A defesa pediu a revogação da preventiva ou a substituição por prisão domiciliar, alegando risco de morte em virtude de crises agudas e recorrentes de diverticulite. Diante do quadro clínico, Fachin determinou a expedição de ofício urgente à direção-geral da penitenciária para que preste, no prazo improrrogável de três dias, esclarecimentos sobre a saúde de Henrique, os atendimentos médicos realizados, o fornecimento de medicamentos e os exames pendentes. Assim que o laudo for juntado, a PGR terá 15 dias para emitir manifestação sobre o pedido.

O advogado Leonardo Palhares também teve pedidos indeferidos. A defesa solicitava a revogação do uso de tornozeleira eletrônica e da proibição de deixar a cidade de São Paulo, requerendo a substituição por comparecimento periódico em juízo ou autorização para viajar. Os defensores destacaram que Palhares tem colaborado com as investigações, precisa exercer a profissão e acompanhar a mãe, paciente oncológica com grave quadro neurológico residente em Nova Lima (MG). Fachin negou os pedidos por entender que as cautelares continuam indispensáveis à instrução processual. Palhares é apontado como administrador da empresa Varajo Consultoria Empresarial, que teria formalizado uma proposta de prestação de serviços simulada com Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, para dar aparência de licitude a repasses do esquema. O ministro ressalvou que eventuais deslocamentos específicos poderão ser examinados de forma individualizada, desde que demonstrados a transitoriedade e o objetivo, considerando a prévia manifestação da PGR.

Fachin também pediu manifestações da PGR sobre pedidos semelhantes de revogação de prisões preventivas e de cautelares de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Vorcaro; de Belline Santana; e de outros dois investigados no caso Master.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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