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'Fiz um teste para saber se minha vida seria curta — e isso me transformou'

Por Redação
Atualizado em 06/11/2026 às 13:05 schedule 2 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Laura Sides tinha pouco mais de 20 anos quando soube, durante uma consulta médica do pai, que ele sofria de uma forma rara de demência de início precoce — a chamada "variante de Londres", associada ao Alzheimer. O diagnóstico veio quando o pai tinha pouco mais de 40 anos, e ela descobriu que havia 50% de chance de herdar a mesma condição. "Só conseguia pensar que era como fazer cara ou coroa", contou ela à BBC Radio 4.

Ela abandonou a universidade para cuidar do pai, que morreu em 2009, um ano depois da mãe. Anos mais tarde, já morando em Melbourne, na Austrália, procurou um especialista. O médico explicou que um teste genético poderia determinar com quase certeza se ela havia herdado a condição, e que os primeiros sinais surgiriam entre os 46 e os 48 anos. Após seis meses de aconselhamento genético e seis semanas de espera, veio o resultado: ela havia herdado o gene. "Fiquei com raiva. Achei tudo muito injusto", relembrou.

Hoje com 43 anos, Sides participou de estudos clínicos em vários países e diz não perder o sono pensando no que virá. Ela afirma que conhecer alguém e iniciar um relacionamento é difícil por causa da dúvida sobre quando contar, mas descobriu que "posso ser amada apesar de tudo isso". Sobre a maternidade, que sempre imaginou para si, concluiu que "não seria justo". A vida agora, segundo ela, é aproveitar as pequenas coisas ao lado de quem ama.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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