Hong Kong: mais dez anos de prisão para o ativista Joshua Wong
O ativista Joshua Wong foi condenado a mais dez anos de prisão por um tribunal de Hong Kong. A sentença foi proferida sob a acusação de conluio com forças estrangeiras e amplia o tempo de detenção de uma das figuras mais conhecidas da dissidência política na região.
Wong, atualmente com 30 anos, já cumpriu mais de seis anos de prisão. A nova condenação acrescenta uma década adicional ao período de reclusão, mantendo-o afastado da vida pública por um horizonte que se estende bem além do atual.
Segundo a acusação, o ativista integrava um grupo de jovens engajados no movimento de protestos ocorrido entre 2019 e 2020. As atividades desse grupo passaram a ser enquadradas pela ampla Lei de Segurança Nacional, introduzida em Hong Kong naquele mesmo período.
A legislação, adotada em 2020, ampliou os instrumentos de enquadramento criminal de atos considerados contrários à segurança nacional, alcançando organizações e participantes dos protestos que marcaram a região naquele momento. A condenação de Wong é um dos desdobramentos desse processo.
O caso reacende a discussão sobre direitos humanos e sobre o sistema carcerário de Hong Kong, temas que acompanham a trajetória do ativista desde o início de sua militância. A sentença foi divulgada nesta quinta-feira, 5 de novembro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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