— Carregando clima…
Última Hora
• Tudo o que foi prometido na campanha vai acontecer, podem ter certeza, diz Lula • Fuvest: 1ª fase da prova traz menções a Bad Bunny, uso de IA e fim da escala 6×1 • Brasil contribui para avanços das ações de proteção da biodiversidade • Mega-Sena acumula; prêmio para sorteio de quarta vai a R$ 46 milhões • Falta uma semana para o Enem 2026; veja horários e o que levar • Eleição nos Estados Unidos define futuro de Trump nesta terça-feira • Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa • A crise de identidade que ameaça ambição dos democratas em eleição crucial para Trump • Tudo o que foi prometido na campanha vai acontecer, podem ter certeza, diz Lula • Fuvest: 1ª fase da prova traz menções a Bad Bunny, uso de IA e fim da escala 6×1 • Brasil contribui para avanços das ações de proteção da biodiversidade • Mega-Sena acumula; prêmio para sorteio de quarta vai a R$ 46 milhões • Falta uma semana para o Enem 2026; veja horários e o que levar • Eleição nos Estados Unidos define futuro de Trump nesta terça-feira • Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa • A crise de identidade que ameaça ambição dos democratas em eleição crucial para Trump
Ver Todas

Indumentária de Mãe Bernadete é doada ao Museu Nacional

Por Redação
Atualizado em 01/11/2026 às 20:10 schedule 4 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, incorporou ao seu acervo uma peça de uso pessoal da ialorixá Mãe Bernadete, líder da Comunidade Quilombola de Pitanga de Palmares, assassinada em 2023. A comunidade fica em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A doação foi feita pelo professor Jurandy Pacífico dos Santos, filho da ialorixá, durante a 3ª edição do Diálogos da Reconstrução, com o tema Memórias, Saberes e Patrimônios Quilombolas no Museu Nacional, realizada nesta semana na instituição, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. A peça doada é um vestido branco com detalhes em azul.

Segundo o Museu Nacional, a iniciativa integra a proposta de reconhecer e preservar as memórias, os saberes e as práticas das comunidades quilombolas como patrimônios vivos, ampliando as possibilidades de representação dessas histórias na instituição. Jurandy contou que foi consultado por representantes do museu sobre a possibilidade de doar uma peça de Mãe Bernadete e escolheu a indumentária que, para ele, representa mais que uma roupa.

“A doação da indumentária não é apenas a doação de um objeto. Aquilo não se trata de um objeto. Se trata além disso. Se trata de ancestralidade. Se trata de uma mulher que dedicou 72 anos de sua vida para a defesa dos Direitos Humanos, dos quilombos e do território”, afirmou em entrevista à Agência Brasil. Para o gestor cultural e líder do Quilombo Pitanga de Palmares, o fato de a peça estar no Museu Nacional fortalece a cultura afro-brasileira e a memória de um povo que, conforme disse, sempre foi humilhado e sofrido. “Sempre foi não reconhecido pelo sistema. Isso é um reconhecimento. É o resgate da memória, a permanência dessa memória e o empoderamento desse povo”, concluiu.

Em texto encaminhado à Agência Brasil, Jurandy destacou que a doação significa ultrapassar os limites do território e levar a história, os conhecimentos ancestrais e a identidade quilombola para um dos mais importantes espaços de preservação científica, histórica e cultural do Brasil. “Ao integrar o acervo do Museu Nacional, a indumentária passa a contribuir para que futuras gerações, pesquisadores e visitantes conheçam não apenas a trajetória de Mãe Bernadete, mas também a história de resistência dos povos quilombolas e das comunidades tradicionais.” Para os familiares, a entrega da roupa representa a continuidade de uma história que não terminou com a morte da líder quilombola e preserva a memória de uma mulher negra, ialorixá e defensora dos direitos humanos.

Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023 no Quilombo Pitanga de Palmares. Os assassinos entraram na casa em que ela estava com os netos e dispararam 25 vezes, a maioria dos tiros no rosto. Na época, a promotoria entendeu que o motivo foi a atuação da líder quilombola contra a expansão do tráfico de drogas na comunidade. Ela estava no programa de proteção desde 2017, ano em que seu filho, Binho do Quilombo, foi assassinado.

O encontro que marcou a doação contou com o Projeto Museu Nacional Vive, a Unesco, a UFRJ e o Instituto Cultural Vale, e foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do museu no YouTube. A diretora de Integração Museu e Sociedade do Museu Nacional, Thais Mayumi Pinheiro, afirmou ser importante ouvir as lideranças quilombolas para saber como querem estar presentes na instituição. O gestor das novas exposições do Projeto Museu Nacional Vive, Caio Gonçalves Dias, destacou que, quando uma mestra ceramista ou uma tecelã quilombola compartilha seu ofício, transmite uma forma de conhecer o mundo, e que o papel do museu é criar condições para que esses saberes sejam reconhecidos, respeitados e apresentados como as próprias comunidades entendem que devem ser.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil Mega-Sena acumula; prêmio para sorteio de quarta vai a R$ 46 milhões O concurso 3080 da Mega-Sena, sorteado neste domingo (1°) não teve nenhuma aposta que acertou as seis dezenas. Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Redação