Investidor que ganha dinheiro é o que se adapta além da polarização, diz CEO da Arko
O investidor que obtém bons resultados é aquele capaz de se adaptar para além da polarização política. A avaliação é de Thiago Aragão, CEO da Arko, durante painel da Conferência MBA Brasil nesta sexta-feira (6), em Chicago, nos Estados Unidos.
Na visão do executivo, o investidor iniciante tende a reagir de forma mais dramática às mudanças políticas, imaginando cenários extremos. "O investidor novo é o que é mais dramático, que olha as mudanças na política ou imagina que vai dar tudo certo ou que vai dar tudo errado", afirmou.
Aragão destacou que o funcionamento do Brasil depende de acordos e que antevê-los é uma tarefa difícil. Segundo ele, é necessário conhecer os personagens envolvidos sem emitir juízo sobre o motivo de suas decisões. "O investidor que entende isso ganha muito dinheiro", disse. Como exemplo, citou a presença em São Paulo dos maiores parques industriais alemão, japonês e sueco fora de seus países de origem.
Para o CEO, quem compreende que o cenário macroeconômico não determina sozinho o sucesso consegue navegar melhor pela polarização política. Ele avalia que os tempos recentes revelam uma contaminação da opinião pessoal para o ambiente institucional dentro das empresas, alimentada pelas redes sociais, nas quais as pessoas tendem a acreditar sempre em um cataclismo ou em uma solução milagrosa.
Aragão também criticou o que chamou de priorização da política de intenções em detrimento da política de realizações. Segundo ele, a justificativa de que o político faria mais se tivesse condições ideais constrói uma realidade paralela, e há empresários que aceitam o fracasso na empresa por estarem imbuídos desse tipo de raciocínio. O executivo vê ainda um excesso de certezas e uma falta de dúvidas como problema, já que, em sua avaliação, o progresso depende das dúvidas.
Thiago de Aragão participou da Conferência MBA Brasil 2026, que chega à quinta edição e reúne, nos dias 6 e 7 de novembro, em Chicago, executivos de algumas das maiores empresas do Brasil e do mundo para discutir rumos e perspectivas de negócios dos principais setores da economia e do empreendedorismo brasileiros.
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