Investigado pela PF, MC Ryan SP diz que 'mordomia acabou' para quem 'focou só no tigrinho'
O funkeiro MC Ryan SP comentou, em stories publicados no Instagram nesta sexta-feira (25), a proibição das apostas de quota fixa no Brasil, conhecidas como bets. O cantor ironizou quem apostava no chamado "jogo do tigrinho" e relembrou sua própria prisão pela Polícia Federal.
Na publicação, Ryan escreveu que "deu ruim" para quem "focou só no tiger e esqueceu do funk", e convocou os seguidores a voltar ao estúdio. "Acabou a mordomia. Eu sempre avisei: vai moiá. Foca no funk", afirmou. O "tiger" é uma referência ao Fortune Tiger, jogo de azar que ficou conhecido no país como "jogo do tigrinho".
O cantor também falou da própria experiência com os jogos de azar e citou a operação que o levou à prisão. Segundo ele, o jogo "só me trouxe problema", em referência à ação policial. Ryan foi preso na "Operação Narco Fluxo", da Polícia Federal, em abril deste ano, e a Justiça determinou sua soltura em maio. De acordo com a PF, o esquema funcionaria por meio da movimentação de recursos ligados a apostas ilegais, rifas digitais e lavagem de capitais. Em documento judicial, o funkeiro é apontado pela corporação como "beneficiário final" da estrutura investigada.
A proibição das bets foi anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25), em São Paulo, e formalizada em medida provisória assinada pelo presidente, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A vedação inclui jogos online e cassinos virtuais, como o "Jogo do Tigrinho". Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a partir desta sexta não se pode mais colocar dinheiro nos sites de apostas do país. Os apostadores terão até as 23h59 do dia 5 de outubro para resgatar o saldo remanescente; os sites e aplicativos saem do ar a partir de 6 de outubro, e a devolução dos valores pelos bancos está prevista entre os dias 9 e 14 de outubro.
Mesmo após o anúncio, artistas continuavam divulgando o jogo, como o MC Rodolfinho, que compartilhou uma imagem incentivando seus mais de 1 milhão de seguidores a depositar dinheiro em uma plataforma. Os depósitos, no entanto, já estão restritos. O governo também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as bets, com reclusão de 4 a 6 anos para exploração e de 2 a 4 anos para divulgação e publicidade, entre outras sanções.
Esta matéria foi publicada primeiro em Cultura · G1 Pop & Arte e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação