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JPMorgan rebaixa BB para venda e eleva Bradesco; BBAS3 desaba 6% e BBDC4 sobe 4%

Atualizado em 06/10/2026 às 19:55 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O JPMorgan revisou suas recomendações, estimativas e preços-alvo para o setor financeiro brasileiro após o forte rali pós-eleitoral das ações. O Bradesco (BBDC4) foi elevado de neutro para overweight — exposição acima da média do mercado, equivalente à compra —, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) foi rebaixado de neutro para underweight, equivalente à venda. No pregão desta terça-feira (6), BBDC4 subiu 4,40%, a R$ 22,80, e BBAS3 caiu 6,42%, a R$ 24,64, maior queda do Ibovespa no dia.

O pano de fundo da revisão é a mudança no custo de capital. O banco reduziu em aproximadamente 1,5 ponto percentual sua premissa de custo de capital próprio para a maior parte das empresas cobertas, acompanhando a curva de juros brasileira de dez anos, que recuou de cerca de 14,4% para 13%. Só esse efeito explica entre 15% e 20% dos aumentos de preços-alvo feitos pela casa. Empresas ligadas ao mercado de capitais ganharam impulso adicional: o JPMorgan elevou entre 8% e 12% as estimativas de lucro para XP (BDR: XPBR31) e B3 (B3SA3) em 2027, e entre 4% e 5% para o BTG Pactual (BPAC11). A casa cita o volume excepcional de negociação no mercado à vista, de R$ 103 bilhões de ADTV, cerca de três a quatro vezes os níveis pré-eleição.

No caso do Bradesco, o preço-alvo subiu de R$ 22 para R$ 26, valorização de 19% frente o último fechamento. Os analistas avaliam que as discussões sobre o capital tangível do banco se tornam menos relevantes, e que o plano de recuperação mostra evolução, com rentabilidade melhorando nos últimos trimestres, redução do custo de risco e melhora das margens. O ROE projetado avança de 15,9% em 2026 para 16,1% em 2027 e 16,8% em 2028, com lucro líquido ajustado estimado em R$ 28,1 bilhões neste ano, R$ 30,5 bilhões em 2027 e R$ 34,8 bilhões em 2028.

Para o Banco do Brasil, o preço-alvo subiu marginalmente, de R$ 22 para R$ 23, mas a recomendação foi reduzida para underweight. Frente ao preço de R$ 26,30, o novo alvo representa potencial de queda de 13%. Os analistas apontam que o BB participou fortemente do rali, com valorização de cerca de 16% desde a sexta-feira anterior e de 50% desde 15 de agosto, mas a recuperação operacional deve demorar mais. O JPMorgan afirma que 2027 ainda deve ser um ano desafiador para o BB, com recuperação esperada para 2028, e ressalta que a exposição relevante ao agronegócio deve fazer a instituição se beneficiar menos de uma eventual queda da Selic do que bancos privados. A qualidade dos ativos segue como ponto de pressão, com a deterioração da carteira do agronegócio pressionando lucros, rentabilidade e dividendos. O ROE projetado é de 8,7% em 2026, 11,8% em 2027 e 13% em 2028.

O Itaú Unibanco (ITUB4) segue overweight, com preço-alvo elevado de R$ 51 para R$ 60, potencial de alta de 21%. A XP continua como preferência no mercado de capitais, com preço-alvo de US$ 38, ante US$ 26, e potencial de 35%. O BTG Pactual permanece overweight, com alvo de R$ 87, ante R$ 66, mas potencial restante de apenas 7%. A B3 tem novo alvo de R$ 24,50, ante R$ 18,50, mantendo recomendação neutra. Nubank (BDR: ROXO34) e Inter (BDR: INBR32) são apontados como atrasados do rali, com alvos de US$ 23 e R$ 55, respectivamente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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