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KPMG: fusões no consumo caem 51%  — razões incluem os juros e um outlier

Por Redação
Atualizado em 02/09/2026 às 12:05 schedule 2 min de leitura visibility 16 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As fusões e aquisições no setor de consumo somaram 48 transações no primeiro semestre de 2026, queda de 51% ante as 98 operações registradas um ano antes, segundo levantamento da KPMG. Apesar da redução expressiva no número de negócios, a consultoria aponta que o tombo de 87% no valor movimentado no período não reflete a realidade do mercado, por ter sido fortemente influenciado por uma operação excepcional: a fusão entre BRF e Marfrig, que deu origem à MBRF, concluída em 2025.

Sem o efeito desse outlier, o volume financeiro das transações no primeiro semestre deste ano foi de cerca de R$ 2,4 bilhões, ante aproximadamente R$ 2,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. "Quando limpamos esse efeito, a fotografia do setor passa a ser outra", afirma Fernando Fernandes, sócio da KPMG para Consumo. Entre os negócios anunciados neste ano estão a venda da operação brasileira da General Mills para a 3corações e a compra da Casa de Bolos pela AB Mauri Food.

O executivo atribui a retração no número de deals à combinação de juros elevados, restrição de crédito, pressão sobre a renda das famílias e incertezas do ciclo eleitoral, que leva compradores e vendedores a adotar postura de espera. O cenário também reduziu o apetite dos fundos de private equity: das 48 operações do semestre, apenas 13 envolveram fundos de investimento ou venture capital.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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