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Líderes católicos pedem limites éticos para inteligência artificial

Por Redação
Atualizado em 12/09/2026 às 11:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Líderes católicos ligados à tecnologia discutiram os benefícios e as preocupações crescentes da inteligência artificial e defenderam limites éticos firmes para o uso da ferramenta. O debate foi reunido no programa especial "Além do Medo: Uma Visão Católica para a Inteligência Artificial", exibido em 9 de setembro, com a participação de diretores de tecnologia de várias partes do mundo. A conversa foi conduzida por Montse Alvarado, presidente e diretora de operações da EWTN News.

Segundo o material divulgado, o Papa Leão XIV enquadrou o debate sobre IA com o lançamento de sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, em 25 de maio. Os participantes afirmaram que a inteligência artificial está remodelando rapidamente a sociedade e a Igreja, oferecendo ferramentas poderosas para o ministério, mas exigindo limites éticos claros, liderança centrada no ser humano e discernimento guiado pela fé para que a tecnologia fortaleça a dignidade humana.

Para Joel Chakra, presidente da Tim Tebow Foundation e capitalista de risco em empresas de tecnologia de IA, a inovação tem um lado positivo por ajudar a alcançar mais rapidamente as pessoas vulneráveis. Já Arthur C. Brooks, autor e acadêmico americano que escreveu o prefácio de Magnifica Humanitas, afirmou que a tecnologia pode diminuir ou aprofundar a dignidade humana, dependendo de como é usada. Ele disse manter otimismo apesar das preocupações com perda de empregos e perturbações, por considerar que os humanos são "incrivelmente engenhosos" e feitos para resolver problemas.

Vic Gundotra, ex-vice-presidente sênior do Google e convertido ao catolicismo, relatou que a IA ajudou em sua conversão e alertou que a mesma tecnologia pode amplificar falhas humanas. Ele destacou riscos reais para os jovens e a necessidade de os pais orientarem o uso. Sara Anderson, da Pushpay, plataforma de doações digitais e gestão de igrejas, disse que sua equipe usa IA para agilizar a administração paroquial e liberar padres, voluntários e funcionários de tarefas repetitivas, sem substituir a conexão humana.

Os participantes defenderam que a Igreja precisa de mais líderes engajados na tecnologia e de limites claros para que as ferramentas digitais apoiem, e não substituam, o ministério humano. Anderson afirmou que esses limites passam por políticas de IA, ética e estrutura. Chakra e Anderson incentivaram pessoas de fé a ocupar mais posições de liderança tecnológica à medida que a inteligência artificial se torna mais presente no cotidiano.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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