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Lula exigiria apoio do STF para enfrentar Congresso de oposição em eventual mandato

Por Redação
Atualizado em 23/10/2026 às 12:50 schedule 2 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo, 25 de outubro de 2026, pode intensificar a relação entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal. Com um Legislativo de viés conservador eleito recentemente, a gestão petista tenderia a buscar no Judiciário o suporte necessário para contornar barreiras parlamentares e implementar sua agenda política.

Diante de um cenário de negociação política difícil, o Executivo deve transferir decisões importantes para a Corte, na avaliação de especialistas. As ações de controle de constitucionalidade seriam o principal caminho jurídico para o governo tentar invalidar leis aprovadas pela oposição ou proteger decretos do presidente que forem contestados, com a Advocacia-Geral da União provocando o Supremo em conflitos não resolvidos no Parlamento. Um exemplo citado é a disputa sobre o imposto IOF em 2025, quando o STF derrubou um decreto do Legislativo para recuperar parte de uma medida presidencial derrotada.

Do outro lado, os senadores possuem instrumentos constitucionais para frear o avanço da Corte sobre outros poderes, como resistir às indicações de novos ministros, escolher um comando disposto ao confronto direto e avançar com processos de responsabilização de ministros. Também existem propostas para reformular o artigo 102 da Constituição, retirando do STF a jurisdição criminal e restringindo o controle concentrado de constitucionalidade, para que a Corte atue apenas como instância recursal.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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