Mais de 1.500 desaparecidos e novo desastre pode atingir fronteira Nepal-China
Autoridades alertam para risco de nova inundação na fronteira entre Nepal e China
Autoridades do Nepal e da China emitiram alerta para uma possível segunda inundação na região de fronteira entre os dois países, após o desastre ocorrido na quarta-feira que deixou mais de 1.500 pessoas desaparecidas, muitas delas presumivelmente mortas. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal informou que um lago formado no local está subindo e corre risco de rompimento, o que poderia provocar outro desastre de grandes proporções.
O Ministro de Recursos Hídricos da China afirmou que o lago se formou dentro do território nepalês e já está transbordando. Segundo o ministério, mais 3 milhões de metros cúbicos de água podem fluir nos próximos três dias, elevando o risco de rompimento a um nível alto. Chuvas estão previstas para os próximos dias na região, o que pode agravar a situação.
Até o momento, as autoridades contabilizam pelo menos 392 mortos, sendo 389 no Nepal e três no Tibete. Mais de 900 pessoas seguem desaparecidas no Nepal e mais de 550 no Tibete, enquanto 466 foram resgatadas. O administrador apostólico do Nepal, padre Silas Krishna Bogati, classificou o evento como "o pior desastre da história do país" em declaração à agência de notícias Fides. "Foi terrível. Uma inundação vinda das montanhas, direcionada violentamente para o vale, arrasou tudo: pessoas, casas, pontes, estruturas. Aldeias, mercados e estradas foram varridos", relatou.
Agências católicas de assistência já iniciaram resposta ao desastre. A Caritas Austrália lançou um apelo urgente de ajuda e confirmou que equipes estão no terreno avaliando a escala da tragédia. As necessidades identificadas incluem abrigo de emergência, água potável, saneamento, alimentos e apoio para recuperação imediata e de longo prazo. O padre Bogati informou que cerca de 25 famílias católicas vivem na área atingida e parecem estar seguras, mas seguem sendo monitoradas. Ele também destacou que nepaleses, estrangeiros e turistas estavam na região no momento do desastre.
O Papa Leão XIV enviou condolências e ofereceu orações pelas vítimas na quinta-feira. Em telegrama assinado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, o pontífice expressou solidariedade aos afetados e disse estar "entristecido ao saber da perda de vidas e devastação" causada pelas inundações.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação